Shri Chandrama Puja

Vaitarna (India)

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Chandrama Puja Vaitarna, Índia, 18.02.1984

Vocês elogiam muito os indianos e Eu também elogio com vocês. Mas nós temos algumas características muito ruins, e uma delas é… que nós somos pessoas muito, extremamente desleixadas. Nossa estética é tão horrivelmente formada… que nós não entendemos a diferença entre um saco plástico… e um jarro de prata, nós temos coisas tão misturadas. E Eu acho que Eu lhes pedirei para… insistirem em arrumar as coisas vocês mesmos, porque então eles assimilarão e aprenderão coisas, que isso deve ser feito. Vocês têm de aprender muitas coisas com eles, mas eles também têm de aprender algumas coisas com vocês, e são coisas muito importantes. Porque tudo isso cria um coeficiente, cria uma atmosfera… e uma coisa agradável para os Deuses. Mas este é o caráter de um indiano, o caráter indiano: seja o que for que estiver errado, onde quer que seja, seja qual for… a condição, seguem em frente, não veem nenhum mal, não falam nenhum mal, é desse jeito. Se algo é ruim, deixe estar como está. Deixe isso enferrujar, deixe, totalmente, até que isso se torne… tão podre que vai cair em sua cabeça, então talvez vocês coloquem um pequeno suporte. Esse é o nosso caráter. Nós somos muito tolerantes com tudo, e isso nos levou a esse tipo de incapacidade de trabalhar.

Mas se observarem a Ritambhara PrAgnya, vejam a Ritambhara PrAgnya, como Ela trabalha, como Ela belamente faz tudo, como Ela cria tudo tão belamente. Há tanta limpeza, se você for em uma floresta, você não achará nada sujo, imundo, fedendo, nada. Tudo lavado, limpo. A natureza trabalha em belos círculos. Tudo funciona tão belamente que quando nos chamamos de “naturais”, nós devemos entender que Ritambhara PrAgnya é a coisa mais natural. E como Ritambhara PrAgnya trabalha é com o completo asseio… e completa limpeza da coisa toda. Os indianos serão pessoalmente muito, muito limpos, eles são extremamente limpos, sem dúvida. Mas coletivamente eles não entendem de limpeza. Se vocês virem as estradas deles, se vocês virem… a parte externa das casas, é tudo sujo. E disso que Eu culparei o nosso homem indiano, eles são extremamente conscientes de que eles são seres humanos.

Nós temos dois tipos de raças na Índia: mulheres e homens. Não há nenhuma terceira raça. Os homens não devem fazer… nenhum trabalho interno, externo, em lugar nenhum. Eles não tomam conta do lado de fora da casa. Como na Inglaterra, Eu percebo que os homens ficam o tempo todo… varrendo, esfregando, tudo, na parte externa. Eles aparam a grama, cuidam do jardim, tudo. Aqui os homens ficarão apenas em pé com suas mãos na cintura… e dando ordens às esposas, ou se não for à esposa, aos empregados e tudo mais. E seja o que for, a esposa talvez seja dominadora… no que se refere ao dinheiro, mas todas essas coisas, o homem não vai fazer. Ele simplesmente desistirá, ele dirá: “Não devo fazer todas essas coisas.” É por isso que na coletividade deste país, nós nunca podemos ser pessoas limpas, porque nossos homens apenas se sentarão.

Eles não farão nada, eles simplesmente não farão nada. Somente as mulheres devem fazer tudo, e é desse modo que nossa limpeza coletiva é zero, zero absoluto. Por exemplo, se há um banheiro não funcionando na Inglaterra, Eu não posso imaginar nenhum homem que ficará sentado por cinco minutos, ele próprio fará isso, ele conseguirá um encanador, ele fará de uma forma ou de outra, tentará resolver. Aqui, “se não está bom, não importa, tudo bem.” Não, não veem nenhum mal, lidam assim. É desse modo que nós temos vivido por todos os séculos, Eu acho, e chegou a hora de todos os Sahaja Yogis mudarem a si mesmos. Agora, aqui há muitos artistas sentados nesta parte, mas os homens não estão fazendo nada, o puja, as mulheres estão fazendo. E as mulheres não sabem nada, como fazer isso, então a coisa toda pode ficar totalmente deplorável. Isso não é, isso não é um tipo de… caráter em nós, nós fazemos dessa maneira. Mas por outro lado, nós temos muitas qualidades.

Nós temos tantas qualidades que vocês não podem imaginar… quanto nós conseguimos através de nossas tradições. Somos pessoas muito humildes, somos extremamente amorosos, afetuosos, nós iremos a qualquer extensão para servir os outros. Nós não somos pessoas astuciosas, não somos meticulosos, nós não calculamos, somos muito hospitaleiros. Todas essas coisas existem, sem dúvida. Mas essas coisas que nós temos de aprender com vocês, talvez seja grosseiro, olhar para isso parece grosseiro, mas não é. Exatamente agora, como vocês veem, se isso é feito apropriadamente, se é feito belamente, pelo menos Eu Me sinto muito satisfeita com isso. E todo mundo se sente satisfeito com isso. E quando alguém assistir o filme também, eles ficarão satisfeitos… ao ver esse tipo de filme onde há algo sensato proposto… e tudo está belamente feito, foi tomado cuidado. Também mostra um tipo de compreensão… de que isso é a veneração da Adi Shakti, e você não pode tomar liberdades com isso. Imaginem, nesses templos comuns, eles gastam muito dinheiro, mesmo as paredes, as portas, as janelas, tudo feito de prata. Eles fazem muito para criar aquilo.

Mas se vocês perderem isso, Eu estou dizendo os indianos, então vai ser muito perigoso para vocês. Devemos entender que você não pode se comportar sem responsabilidade, apenas: “A Mãe está chegando”, ninguém nem mesmo veio Me chamar. Alguém deveria vir Me chamar, Eu simplesmente entrei por Minha conta. Aqui, essa não é a forma de se comportar e os indianos devem aprender essas coisas, que alguém deve vir para Me chamar. Afinal, todos esses protocolos, eles vão aprender com vocês, com os indianos, e se vocês não têm nenhum protocolo em relação a isso, como eles irão aprendê-lo? Portanto, isto é o que temos de entender: assim como o inglês tem de aprender com o francês… e o francês tem de aprender com os alemães… e os alemães têm de aprender com, digamos, os austríacos, ou os austríacos têm de aprender com os suíços, seja o que for, é muito importante que os indianos aprendam com os ocidentais. Certas coisas, o modo como eles respeitam suas mulheres, antes de tudo, isto: o modo como eles respeitam suas mulheres. É claro, não se deve ir a esse limite em que as mulheres simplesmente dominam, o tempo todo. As americanas são, Eu tenho visto as mulheres, elas são horríveis. Mas ainda assim, Eu diria que deve-se aprender, deve-se aprender como respeitar as mulheres.

As mulheres são seres humanos. A Mãe de vocês é uma mulher… e vocês devem aprender como respeitar uma mulher. E se você não sabe como respeitar a mulher, então neste país, Eu tenho certeza, não pode haver bênção, seja o que for que você tente. Portanto os homens devem aprender isso, devem saber como falar com suas irmãs, com suas mães, com suas esposas. Mas se há uma mulher que está dominando, se há uma mulher dominadora, então ela se torna a primeira ministra neste país. Isso é o que somos. Se você tem uma mulher dominadora, então ela pode controlar. Se ela é uma mulher simples, ela é boa, é religiosa, ela é submissa, então ela está acabada. Se ela é dominadora, então os homens ficam com medo de uma mulher assim. Isso é muito triste e dá uma imagem muito ruim.

Então, Eu sinto que assim como Ritambhara PrAgnya trabalha tudo tão bem, na natureza, se você vir como Ela belamente cria tudo, como Ela escolhe as coisas, como Ela coloca as coisas, como as cores mudam, você nunca notará nada barulhento, nada obstruindo, nada que é destrutivo, vulgar, inovador, nada. Encontra tudo tão belamente feito… que isso cria uma inspiração numa mente humana, num coração humano que pode ser de pedra também. Mesmo os franceses, eles ficam inspirados pela Ritambhara PrAgnya. Assim, você pode imaginar pessoas com corações de pedra… conseguem ficar inspiradas, pessoas que têm ideias muito estranhas sobre os seres humanos… podem ficar inspiradas pela Ritambhara PrAgnya. Então por que não nós, os Sahaja Yogis, deveríamos ter inspiração de Ritambhara PrAgnya? E tentar fazer com que tudo pareça bom, belo e deve ter coeficientes, através dos quais nós podemos ter… o canal próprio para nossas vibrações. E isso é o que Eu sinto que está faltando… na coordenação entre oriente e ocidente. Vamos dar a eles essa coisa simples… relativa a compreender como vocês respeitam suas mulheres, como vocês respeitam a estética, como vocês cuidam das coisas. Eu sei que em Londres, supondo que Eu tenha de ter um Puja, Eu não tenho de ver estas coisas de forma alguma. Pelo contrário, Eu fico encantada pelo modo como as coisas são feitas, sempre.

Aqui também eles fazem dar certo, Eu não estou dizendo que sempre, mas isso poderia ter sido muito melhor, um pouco, porque um filme tem de ser feito e tudo mais. Mas este é o problema: é que em nossa aparência diária, aspecto, nós somos assim. Vocês verão isso em todo lugar que vocês forem nos vilarejos, o problema é que há banheiros, há vasos sanitários, mas nunca consertados. Uma vez estragado significa estragado de uma vez por todas. O telefone está estragado, está estragado para sempre. Pelo menos nos EUA, as pessoas irão e comprarão, elas não consertarão. Eles irão e comprarão um novo. Aqui eles não comprarão um novo… nem terão qualquer substituição, continuarão com isso do início ao fim. Esse é um caráter muito ruim que adquirimos, que nós devemos mudar. Nós devemos tentar ver se tudo está funcionando bem.

Agora, tratando-se da Kundalini, vamos supor que a Kundalini não funcione, nós vamos abandoná-La? Se um chakra não está bem, nós vamos abandoná-lo? Se há algo errado com – nesse ponto os indianos são muito meticulosos, muito mais do que os ocidentais – se a Kundalini está esgotada, eles cuidarão disso. Se um chakra está esgotado, eles cuidarão dele, eles o limparão. Porque eles são as raízes e a raiz não se preocupa com a beleza, mas a árvore tem de cuidar da beleza. Assim, isso é uma combinação… que tem de ser trabalhada apropriadamente por vocês ambos. E as coisas funcionarão muito bem, Eu acho, se vocês entenderem… qual correlacionamento que vocês têm uns com os outros, o que vocês têm de aprender com eles e o que eles têm de aprender com vocês. Agora, hoje é um dia especial, Eu pensei em termos um Puja, porque hoje é a lua, apenas vejam, em Minha frente, aqui, e hoje é o dia, o primeiro dia, que a lua está crescente. Na ciência da Sahaja Yoga, a lua é o Espírito em nosso coração. Ela é o Espírito em nosso coração, significando em marath “Purnantara”, é o Espírito em nosso coração, e ela brilha quando o sol reflete nela.

Quando o sol – o sol, que é o Filho de Deus – quando o Filho de Deus reflete no coração, então a lua brilha no coração humano. Mas quando ela brilha como uma lua, então o próprio Shiva a levanta… e a coloca na cabeça Dele. Então o seres humanos que são abençoados pelo Filho de Deus, que estão sendo despertados pelo Filho de Deus, isto é, você pode dizer que Ele é Shri Ganesha… ou o Senhor Jesus Cristo, qualquer um Deles, se Eles iluminam o coração dos seres humanos, ela se torna uma lua brilhante. E o “amavasya”, o dia quando é a noite escura, é quando um homem não é uma alma realizada de forma alguma. A alma realizada é como a lua cheia. Agora hoje é o dia em que a lua está levemente um grau menor. É um dia importante para nós, porque este é o primeiro dia… que ela está crescente. E esse é o dia que nós temos de pôr em ordem… a nossa lua dentro de nós mesmos, pois nós começamos a crescer em graus. Em 16 graus, nós temos de continuar crescendo. E quando isso acontece, nós não percebemos que não há nenhum brilho.

O brilho está se apagando. E nós temos de ter cuidado, nós temos de cuidar disso e nós temos de trabalhar isso… de modo que veneremos esse dia quando ela começa a crescer, Ela pode crescer com muitas coisas. Nós temos tantas formas de liquidar… a luz que Deus nos deu em nosso coração, que é o Espírito. Uma delas é uma muito grande, é o pensamento que fazemos sobre isso. O primeiro começa quando começamos a pensar sobre isso, racionalizando isso. Você deve saber que quando Eu falo, Eu não falo, na verdade todos esses são mantras, e seja o que for que Eu faça, Eu trabalho isso de tal maneira… que o que Eu estou falando trabalha dentro de vocês. É a Krita Yuga e isso trabalha. Quando Eu digo isso, o maquinário todo fica engrenado. Então quando Eu digo algo, se você começa a refletir isso em sua mente, você está acabado, porque você não está recebendo o que Eu estou tentando fazer. Se isso é um mantra, significa que seja o que for que Eu esteja dizendo, essas ondas de som criarão esse ser dentro de você… que Eu estou descrevendo.

Então, nesse momento, uma vez que você comece a pensar sobre isso, você não consegue receber, porque você colocou uma barreira do seu pensamento. Então quando Eu estou falando, apenas tente receber isso. Apenas diga “sim, sim” interiormente, de modo que você receba isso dentro de você mesmo. Assim, este é um dos maiores problemas de hoje: é que seja o que for que você diga, todo mundo deve responder. todo mundo deve argumentar, todo mundo deve dizer: “Não, isso poderia ser desse jeito, aquilo poderia ser”, há alternativas, isso, aquilo, tudo continua sem parar. Não há nenhuma necessidade, de forma alguma de fazer tudo isso. E quando você começa a fazer isso, então todos os Deuses e Deusas ficam zangados, um por um, e é desse modo que você começa a perder sua luz dentro de você mesmo. Portanto, esta é a coisa mais desagradável para os Deuses e Deusas: você não Me reconhecer, você não Me reconhece totalmente, você ainda argumenta Comigo. Você ainda começa a fazer perguntas, você ainda começa a Me dar alternativas. Sem dúvida, isso simplesmente não é necessário… para você continuar argumentando, continuar discutindo.

É apenas isto: assimile seja o que for que Eu esteja dizendo, e essa assimilação por si só abrirá essas novas dimensões dentro de você, que Deus quer que sejam abertas. Então é melhor entregar dessa maneira seu ego. O ego é o que faz você dizer algo, argumentar algo, discutir algo. E isso é que é o maior problema, o que Eu tenho visto quando o primeiro dia da lua crescente começa. Assim, hoje é o primeiro dia que nós deveríamos dizer: “Nosso ego não deve começar essa decaída.” Foi bom dançar, desfrutar, tudo, mas depois quando você se senta – enquanto dança você não pensa, graças a Deus. Mas assim que a coisa toda acaba, você se senta, novamente a mente começa sem parar “tac, tac, tac, tac”, e então começamos a pensar. E uma vez que comecemos a pensar, então nós estamos perdendo essa luz que recebemos. Meio que a lua começou a crescer. E nesse ponto, temos de ter cuidado, porque essa é a coisa mais importante.

Se você não permite isso acontecer na primeira vez, então isso pode parar. É muito importante entender que se você puder parar, um sari ou um pedacinho dele, ele não vai arrebentar, porque você o está segurando. Assim, bem no começo da lua crescente, se você tomar cuidado… em relação a isso, se você estiver alerta em relação a isso, isso nunca acontecerá, seja o que for que você alcançou… será sustentado e então você pode crescer. Mas esse é o ponto muito importante que nós perdemos… e é por isso que temos muitos incômodos… e muitos problemas na Sahaja Yoga. Assim, agora, como vocês estão se movendo para sua jornada adiante, muitos de vocês vieram pela primeira vez, Eu tenho de lhes dizer: não pensem, não reflitam. Isso vocês devem aprender com os indianos, eles não pensam sobre essas coisas. Mas eles têm de pensar, porque quando eles pensam, eles começarão a pensar em coisas grosseiras que eles têm de pensar; Não pensem. Vocês abandonarão tudo que é insensato que vocês têm pensado. Portanto não pensem sobre isso, não reflitam, não se incomodem. Tentem ser cada vez mais sutis e não fiquem identificados indevidamente… com seus rótulos que são externos, como “ganchos”.

E a mente é como um gancho. Eu tenho observado que todos vocês têm… um gancho externo e todos os fios vão, engancham em volta dele, novamente um outro fio vai e engancha em volta dele. E a mente toda fica apegada a esse gancho, que é o Sr. Ego. Se você conseguir cortar seus fios de um modo ou de outro e dizer: “Eu não vou pensar, eu vim para cá para minha ascensão espiritual.” “Deixe-me ser o que eu sou. Se a Mãe disser algo, eu escutarei.” “Ela me repreende, eu escutarei isso. Ela faz algo,” “seja o que for que Ela faça, deixe-me observar que…” “como Eu vim para cá para me esculpir, deixe-A me esculpir,” “deixe a natureza me esculpir, deixe toda a atmosfera me esculpir,” “o Puja deve me esculpir.” Mas vocês simplesmente se tornam como uma bela, nós podemos dizer, uma pedra de jade nas mãos do Divino, e permita o Divino extrair toda a beleza de vocês. Apenas permitam o Divino extrair toda a beleza de vocês, e então vocês podem desfrutar a sua beleza.

Mas se você ceder a todas essas coisas antigas, então isso será bem difícil. Portanto, sendo o primeiro dia, Eu comecei isso no dia… em que a lua está prestes a crescer. Espero que todos vocês tenham muito cuidado em relação a isso. Estejam alertas. Vocês têm de estar muito alertas. Vocês têm de ir além do tempo. Vocês não têm de pensar em comida. De vez em quando, se vocês não comerem, não importa. Ninguém vai morrer, Eu lhes digo. Nós não comemos por vários dias, nada nos aconteceu.

Assim, a comida não veio, a hora do café da manhã, a hora do jantar, quero dizer, lá a comida é uma religião, Eu acho, então tudo tem um horário. Aqui não há horário para nada. Nós faremos quando tivermos vontade, entendem? Vamos fazer desse jeito. Assim, nós temos de estar preparado para uma bela limpeza rigorosa… e um momento muito agradável do inicio ao fim. Essas duas coisas podem trabalhar juntas se vocês apenas aceitarem… que vocês não têm de pensar. Se vocês não pensarem, tudo pode ser feito… sem nenhum problema e vocês desfrutarão muito a vida. Assim, esse é um ponto.