Shri Radha Krishna Puja: A Importância da Amizade

La Belle Étoile, La Rochette (France)

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Radha Krishna Puja, A Importância da Amizade, Paris, França, 09.07.1989

Eu estou realmente muito contente por termos tantos visitantes na França… bem como Sahaja Yogis franceses para este Puja. Isso mostra a coletividade. A coletividade que atrai todos vocês de todos os lugares, e vocês tentam desfrutar essa coletividade. Mas a base da coletividade, a fundação da coletividade é muito profunda. E somente a compreensão profunda pode lhes dizer que… a base da coletividade é o amor desapegado. O amor é o único caminho. Não é possível ter coletividade a menos que vocês tenham, a menos e até que vocês tenham amor desapegado. Os franceses são bons em muitos tipos de amor sobre os quais eles têm falado. E eles têm escrito livros após livros, romances após romances, e criaram muitos românticos e não românticos, e todos os tipos de atmosferas para falar de amor. Mas o amor puro como nós entendemos na Sahaja Yoga… deve ser agora expresso pelos Sahaja Yogis entre eles mesmos. Afinal, todos nós somos seres humanos criados por um só Deus.

E todos nós somos Sahaja Yogis criados por uma só Mãe. Portanto não deve haver nenhum mal-entendido entre nós de qualquer tipo. Mas nós devemos saber o que às vezes nos torna um pouco diferentes. Se nós pudermos entender os problemas que enfrentamos, então seria muito mais fácil para nós vermos porque nosso amor… torna-se tão apegado e não tão desapegado. Começa a ficar cada vez menor, então a pessoa simplesmente começa a amar apenas a si mesma. Um dos principais motivos pelos quais nós temos esse problema… é por causa de nossos condicionamentos. Nós somos condicionados, tendo em vista o modo como não sabemos amar. Quando Eu vejo as propagandas no Ocidente, Eu não sei onde o Ocidente começa e onde ele termina, e onde termina o Oriente. Eles falam de Ocidente e Oriente, mas Eu não sei qual é a linha de demarcação. Alguém pode Me dizer isso?

Onde começamos o Oriente e o Ocidente? Porque é um mundo redondo, entendem? Mas de uma forma ou de outra, existe uma linha, uma linha desconhecida, uma linha subjacente que cria às vezes este Oriente e Ocidente, dois tipos de condicionamentos. Assim, quando Eu vejo algumas propagandas, eles mostram, recentemente Eu vi, James Bond, que ele é livre para matar… e o melhor filme de vingança, essa é a propaganda. Se a vingança é a melhor forma de realização, então como nós podemos amar alguém? Assim, esse tipo de condicionamento vem a nós de fora, que nós não devemos perdoar ninguém, devemos nos vingar. E se você não se vingar, então você não é digno do seu nome. Então, se você não pode se vingar, como um duelo que… eles costumavam ter muito na França entre duas pessoas. Eles pegavam duas armas e matavam um ao outro. Quero dizer, que ideia estúpida era.

Apenas pensem nisso nos tempos modernos. Mas era assim. Assim, se a vingança não é realizada, então isso era considerado algo muito astuto, de nível muito baixo. Então, uma pessoa deve se vingar. A história mostra também as mesmas coisas que… uma pessoa tinha de se vingar de outra pessoa… que o prejudicou de alguma forma, o perturbou. Eu acho que isso é a característica de uma cobra, eles dizem, que se você pisa em qualquer cobra, ela o segue por toda a vida dela para se vingar. A única coisa que ela faz durante toda a vida dela é correr atrás dessa pessoa… que por engano colocou o pé em seu corpo. Da mesma maneira, uma empreitada humana, Eu tenho visto em muitos romances que é sugerido como um homem persegue… uma pessoa que o prejudicou de uma forma ou de outra. Se continuamos assim, não há fim para isso. Em primeiro lugar, é totalmente absurdo.

Para isso, Eu lhes darei um exemplo de Buddha, Eu fiquei muito impressionada com a forma como Ele disse uma vez… para alguém que O insultou e O ofendeu e disse todos os tipos de palavras horríveis. Então Buddha foi para outro vilarejo. Agora, aquele sujeito sentiu remorso e ele voltou, voltou e disse: “Senhor, eu sinto muito. Eu disse essas coisas para o Senhor,” “eu realmente sinto muito”. Buddha disse: “O quê? Quando?” Ele disse: “Ontem”. Buddha disse: “Ontem acabou.” “Você está agora Comigo hoje.” “Então, por que você está falando sobre ontem?

Está acabado.” Assim, com esse tipo de ideia de que alguém nos prejudicou, alguém é horrível conosco, nós permanecemos no passado. Agora, Me disseram que eles estão celebrando a Revolução Francesa… que aconteceu. Se você Me perguntar, não havia necessidade de ter revolução… daquele tipo para matar Maria Antonieta, não era necessário. Se eles tivessem matado ou não, estaria tudo bem. Mas eles tiveram de matá-la. Por quê? Porque de acordo com eles, ela gastou muito dinheiro em Versalhes… e criou alguns belos móveis. Hoje eles estão mostrando somente essa mobília. O que há para mostrar nesta França?

Assim que você chega, eles dizem: “Você viu o palácio dela?” Eu disse: “É mesmo?” Na primeira vez que Eu vim à França, essa foi a primeira pergunta. “Você deve ir e ver isso. Impossível, Você não pode ter…” “coisas tão lindas criadas em qualquer lugar. É uma situação impossível.” Eu disse: “Impossível?” “Sim, porque Você não pode fazer coisas tão boas.” Ela criou coisas tão lindas e refinadas. Ela não iria carregar aquilo com ela.

Agora, mesmo quando vocês a assassinaram, depois vocês Me pedem para ir e ver aquelas coisas belas. Nós temos de aprender com a história que foi estúpido matá-la. Qual era a necessidade de matá-la? Quando vocês assumiram o governo, tudo bem, parem nesse ponto… e então comecem a governar. Com essa revolução, vocês acham que o mundo melhorou para nós? Em qualquer lugar do mundo, vocês acham que as coisas melhoraram? Além disso, a revolução deveria ter sido para mudar o governo. Tudo bem. Mas chegar a esse limite não era necessário. Então, o segundo condicionamento que vem a nós… é que nós cruzamos todos os limites de humanidade quando nos vingamos.

Eles não teriam ficado satisfeitos que ela ainda estivesse viva. “Oh Deus, nós temos de matá-la!” É claro, Eu não digo que alguém que fez algum mal ao país, à nação… deveria ser permitido continuar assim. Mas até onde vocês vão com isso é para ser observado. Assim, a sabedoria da Sahaja Yoga está na compreensão… das limitações até as quais vocês podem ir para expressar sua raiva, para expressar sua vingança, assim chamada, por qualquer pessoa, seja quem for. Mas o melhor seria deixar isso para o Poder Divino, porque tudo é feito pelo Poder Divino. Todos nós existimos dentro do Poder Divino. Nós não podemos pensar em mais nada desse tipo. Eu não consigo… lhes dar uma analogia de como o Poder Divino atua. Por exemplo, se não houvesse raios de sol saindo do sol, ficassem dentro do sol e todas as coisas funcionando, então nós teríamos dito: “Isso é algo como o Poder Divino.”

Nada está fora disso, tudo está dentro. E este Poder Divino é o poder da compaixão e do amor, que faz tudo. Mas quando nós assumimos a responsabilidade… e quando decidimos que temos de fazer algo… e que somos alguma coisa… e tentamos ir contra esse Poder Divino, tornamo-nos pessoas estúpidas, como temos visto. Portanto, deixar isso nas mãos do Poder Divino… e ser apenas um instrumento desse Poder Divino… é a maneira que um Sahaja Yogi tem de ser. Porque a compaixão, o Amor do Poder Divino é tão grande… que é sabedoria, completa sabedoria. Uma pessoa que não tem compaixão não pode ser sábia. Ela poderia ser sábia de forma mundana, mas não poderia ser realmente sábia. Assim, aqueles que acreditam que eles têm de ser… eles têm de ser muito precisos devem saber que… sua precisão será desafiada pelo Poder Divino. Tem de haver um temperamento muito relaxado e flexível, uma pessoa deve ter. Por exemplo, Eu cheguei agora, de repente, talvez não foi lhes falado, as pessoas não estavam prontas totalmente de maneira formal, instrumento Está tudo bem, não faz diferença.

Não faz diferença. Eu não estou de forma alguma perturbada, de forma alguma infeliz. Eu fiquei muito feliz em ver todos vocês. Porque, afinal, todos vocês Me amam e Eu os amo. É uma família e não há nada para ser muito formal em relação às coisas. Nenhuma formalidade entre vocês e Deus Todo-Poderoso, não pode haver. Mas deve haver compreensão em relação ao que estamos fazendo. Eu percebo que de repente os seres humanos ou se tornam… extremamente relaxados, extremamente preguiçosos, extremamente confusos. Você lhes pergunta o nome deles e eles dirão dez vezes: “Ah … Ah”. Eu disse: “Qual é o seu nome?”

Eles dirão: “Ah …”. “Eu apenas perguntei seu nome.” “O quê? Você perguntou meu nome?” “Sim, seu nome.” “Ah, entendo.” Então, o – quero dizer, pouco se importando em sequer lembrar… seu próprio nome ou dizê-lo. Como uma droga agindo nessa pessoa. Isso está indo longe demais. Outro estilo é onde há muitas formalidades.

Supondo, agora, a Mãe está vindo e temos de Lhe dar algo, e algo está faltando. Tudo bem, não importa. Afinal, esta é Paris. Muitas coisas estavam faltando uma vez. Se está faltando alguma coisa, não importa, não é tão importante, vocês não devem estar sob tensão. Se vocês estão sob tensão, vocês não podem absorver Minhas vibrações. Ou se vocês estão letárgicos, também não podem absorver Minhas vibrações. Então vocês têm de estar no centro. No centro, em um temperamento receptivo como uma criança está, de modo que vocês têm de absorver as vibrações… com esse sentimento de expectativa e alegria. Nós temos de receber a Mãe.

Mas não com tensão: “Isso não está feito, aquilo não está feito.” Eu vejo cada coisa tão belamente feita. Estas flores são tão lindas, tudo tão bem feito. E tantas ideias. Eu posso vê-las tão claramente. Tudo é expressivo não de sua tensão, mas de seu amor. Assim, nós estamos expressando nosso amor ou nossa tensão? O que é isso que estamos fazendo? Nós estamos tentando ficar tensos porque estamos superalertas… ou estamos tentando negligenciar tudo porque queremos escapar? Entre os dois está a Sahaja Yoga.

Vocês estão muito ansiosos, esperando muito. Vocês querem fazer algo com seu coração… e então, quando há a concretização, vocês podem desfrutar. Mas vocês estão tensos, Eu entro, o que Eu percebo é que todos vocês têm dores de cabeça. Então, primeiro Eu tenho de lhes dizer: “Removam suas dores de cabeça primeiro,” “depois Eu falarei com vocês.” Assim, tem de ser um relacionamento muito relaxado entre nós, mas relaxado nunca significa letárgico. Não significa, se vocês estão letárgicos, vocês ficarão dormindo e nada entrará em seus ouvidos. Então, o que nós vemos… é que nosso condicionamento, um condicionamento que nós temos… é que ou nós queremos que as pessoas fiquem superalertas… ou queremos que elas não fiquem alertas de forma alguma. Então, o problema subjacente de todas essas coisas é este: nós queremos os extremos. Em nossos condicionamentos, nós vamos a extremos. Nós vamos aos extremos disso ou aos extremos daquilo.

Se vocês estão totalmente letárgicos, condescendentes, desleixados, podemos dizer totalmente confusos, vocês não estão no centro. E ao contrário, se vocês são muito rígidos, como a Rocha de Gibraltar… e, afinal, com um comportamento semelhante ao de Hitler: “Vocês devem chegar na hora certa, todos devem ter os passos adequados,” “devem andar apropriadamente”, isso não é ser Sahaja. Isso não é ser Sahaja. Agora, olhem para estas flores. Vejam uma a uma, como elas são belas. Cada uma é diferente, até mesmo uma folha de uma flor não será igual à outra. Uma pétala não será igual à outra. Todas elas são diferentes, mas tão relaxadas, criando beleza, dando-nos tanta alegria. Todas diferentes. Situadas de maneira diferente, movendo-se de maneira diferente.

Todas têm um ângulo diferente. Mas há harmonia. Há unidade nelas de modo que todas elas querem nos dar alegria. Mas com tensão, vocês não podem dar alegria. Se há alguém tenso, Acho melhor Eu fugir dessa pessoa. Deus sabe se ela está tensa, se a tensão aumentar, ela pode bater em você. Ou pode expulsá-lo ou pode se ferir. Então, a parte da tensão é muito comum no Ocidente… e esse condicionamento surgiu por causa de… certos estilos de vida que nós temos tido. Agora, não haverá mais uma guerra de Waterloo. Então, nós podemos dizer que a guerra de Waterloo foi vencida, porque eles chegaram a tempo, não é isso.

A guerra foi vencida porque era para ser vencida pelo Poder Divino. Mesmo que eles tivessem chegado tarde, eles a teriam vencido. Seja o que for que aconteça é pelo Poder Divino. Portanto, não há necessidade de ficar tenso. Então vocês dirão: “Tudo bem. Então, vamos sentar e nos divertir.” “Tudo será feito pelo Poder Divino.” Não. O Poder Divino irá trabalhar através das suas organizações, por meio de vocês. Então, vocês têm de estar alertas.

Eu espero que vocês entendam o que Eu estou tentando dizer, que uma pessoa que está relaxada não precisa ser uma pessoa letárgica, mas sim alerta. Vocês podem estar alertas assim como vocês podem estar relaxados, porque vocês são Sahaja Yogis. Vocês não são como as outras pessoas. Com as outras pessoas, você fala a palavra “aeroporto”, e Eu não sei o que acontece de errado no cérebro delas. De repente, elas desandam. Elas ficam loucas, elas enlouquecem. Como hoje, nós estávamos indo ao aeroporto. Graças a Deus tudo – ninguém estava na estrada. “As pessoas devem estar tendo essas ressacas”, Eu disse, “da noite passada”. “E hoje as ruas estavam tranquilas.”

Eu disse: “Vamos com calma. Afinal, não há nenhum problema.” Em casa, todo mundo estava pensando que Eu chegaria atrasada. Eu disse: “Eu não vou Me atrasar”. Nós chegamos lá. Havia uma fila grande. E ninguém pôde entrar no avião, porque havia uma fila tão grande. Ninguém pôde nem mesmo reservar o assento. Então, qual era a necessidade de ficar tenso? E supondo que você esteja tenso, assuma uma posição.

E depois você não pega o avião. E daí? No máximo, há apenas um infortúnio, que irá acontecer que é a nossa morte. Isso é inevitável. Porque nós nascemos, então este corpo tem de morrer. Só isso, o resto é apenas uma brincadeira. Portanto, mesmo se você estiver tenso ou não, não faz diferença. Eu acho que às vezes as pessoas ficam no mesmo ponto… e começam a correr pensando que elas estão indo ao aeroporto. Nenhum movimento, tensas. Então, antes de tudo, nós temos de saber que se pudermos reduzir nossas tensões, o coração abrirá.

O coração tem de abrir. Afinal, nós estamos agora no oceano de alegria e bem-aventurança. Por que devemos ter qualquer tensão? Mas quando nós estamos no oceano de alegria e bem-aventurança, não estamos nos afogando, estamos nadando, então nós temos de nadar. E essa parte, Eu acho que não é entendida por muitas pessoas. Agora, nós temos condicionamentos de países, de diferentes estilos. Cada país tem diferentes estilos de condicionamentos. Vamos pensar que a França tem condicionamentos… de que vocês nunca devem parecer felizes. Vocês podem distinguir um francês. Uma senhora francesa sentada na Minha frente, ela estava parecendo tão infeliz, Eu estava prestes a perguntar: “Quem morreu em sua família?”

Ela estava bem vestida. Ela tinha feito toda a maquiagem, o penteado, ela devia estar muito bem. Mas seu rosto estava tão infeliz… que Eu não entendia como essas duas coisas se combinam. Ela tomou todo o cuidado para aparentar estar muito bonita… com seus cosméticos e tudo mais, e aqui ela está parecendo tão infeliz. Ela deu um espetáculo de que estava muito infeliz. Agora, o condicionamento é tão estúpido, tão estúpido… que de acordo com eles, tudo que é feio se tornou belo. Eles escolherão a mais feia das mulheres feias… e darão a ela o prêmio de primeiro lugar como a mais bonita. Eu não sei para quê, em qual ângulo eles viram essa mulher… de modo que proclamaram sua beleza. Você perceberá que a mulher está bloqueada, ela tem bhoots, emitindo vibrações horríveis e eles dizem: “Ela é linda.” Então, por causa dessas tensas visões oblíquas… que nós temos, ou dessa forma ou daquela forma, nós nunca vemos a realidade.

E o que nós aceitamos… é totalmente tudo que é irreal e nos preocupamos com isso. É como uma bolha. Nós estamos preocupados com uma bolha, como se fosse uma bomba atômica ou uma bomba de hidrogênio. Então, nos preocupamos muito com coisas sem importância. Como resultado disso, quando nos preocupamos, preocupamos, preocupamos, qualquer um que se aproxime de nós, nós pulamos nessa pessoa. Com o que vocês estão preocupados? Qual é o problema? Eu lhes digo que a única preocupação que Eu tenho, se eu tiver alguma, é esta: Meus filhos devem amar uns aos outros. Então, Eu falo de amizade, é ter um amigo. Se nós temos preocupações, sempre contamos aos nossos amigos, mas não a conhecidos.

Se vocês tem problemas, nós nunca contamos a alguém… que acabamos de conhecer por acaso, mas sim para nossos amigos e assim a amizade. Mesmo se você for um líder, você é amigo das pessoas. A amizade é tal que vocês podem compartilhar seus segredos, vocês podem compartilhar seus problemas, vocês fazem isso Comigo. E por que não uns com os outros? É uma questão de entender que… todos os Sahaja Yogis são realmente amigos uns dos outros. Eu acho que o relacionamento de amizade é ainda mais elevado… do que qualquer outro relacionamento que possamos pensar, porque não há nada a ganhar a partir de nossa amizade. Ela nunca cessa e vocês apenas desfrutam a amizade, só isso. Então vocês podem caçoar um do outro, às vezes. Vocês podem ser um pouco brincalhões com outra pessoa, caçoando de outra pessoa. Está tudo bem, é amizade.

Mas essa é a forma mais pura de compreensão… de nossos relacionamentos uns com os outros. E amigo é aquele que está sempre, por nenhum motivo, preocupado com seu amigo. Antes da Sahaja Yoga, vocês poderiam ter apenas um amigo… ou no máximo dois, três significavam uma multidão, não poderiam ter três pessoas como seus amigos. Mas na Sahaja Yoga, todos nós somos amigos, pura amizade. Amizade de uma natureza muito bela, em que vocês desfrutam a alegria de outra pessoa. Vocês desfrutam nas vibrações. Se vocês sentem as vibrações de outro Sahaja Yogi, vocês realmente desfrutam. Eu vi esse tipo de amizade quando éramos jovens, porque naquela época, as pessoas eram de coração mais aberto, como por exemplo, Meu pai tinha seus amigos. Um amigo dele era um brâmane muito ortodoxo… e ele era o presidente de uma organização em todo o país. E a escola que – em uma das escolas onde Eu estava estudando, aquela organização estava administrando.

Ele era o chefe principal daquela escola. Então Meu pai teve de ir para um julgamento muito longe… e ele levou toda a sua família e Me mandou para a pousada. Ele escreveu para seu amigo: “Eu estou indo embora…” “e minha Filha tem de comparecer aos exames finais.” “Mas sinto muito ter de ir levando minha família comigo.” “Mas essa é uma boa oportunidade.” Então, o amigo escreveu: “Tudo bem, não importa, você pode ir embora,” “eu irei cuidar de sua Filha.” Ele veio… e ficou na pousada. Pegou um quarto lá na pousada, todos nós estávamos lá. Ele era um brâmane, ele não tocaria em um ovo, ele era um brâmane. Mas ele sabia que Eu como ovos e não sou vegetariana.

Então, isso foi próximo do verão que tinha começado. Mas ele ainda colocava seu sobretudo ou uma capa de chuva e passeava. Eu não sei de onde ele conseguia os ovos de manhã, os trazia para seu quarto, porque era uma escola brâmane, e secretamente ele cozinhava os ovos para Mim, e depois ele Me chamava, e Me dava os ovos para comer. Eu dizia: “Eu não preciso deles”. “Não, não, não, Você tem de comer, Seu pai foi embora,” “eu tenho de cuidar de Você.” Tão docemente. E ele era o chefe dos chefes lá, quebrando suas próprias regras e regulamentos por Mim, ele ficava fazendo comida não vegetariana. E então ele colocava todas as cascas dos ovos em um papel, colocava no bolso no sobretudo grande, saía e as jogava em algum lugar. Depois ele veio Comigo para Me deixar para as Minhas provas. De novo à noite, ele estava lá, esperando por Mim.

Ele era um homem tão importante, um homem tão ilustre, muito respeitado. Quero dizer, ele era o chefe dos chefes. E todos os dias, Eu ficava muito surpresa com essa amizade. E nada – quero dizer, Eu não os vi falando sobre nada… ou, quero dizer, eles não tinham nada em comum, mas apenas amizade. Meu pai era uma pessoa erudita, como vocês sabem, e aquele amigo era assistente social. Quero dizer, havia – Meu pai estava ocupado com política. E amigos assim, Eu vi, se Meu pai fosse para a prisão, então seus amigos viriam e nos levariam para suas casas… e suas esposas cuidariam de nós, nos dariam banho. Nenhuma diferença, Eu nunca senti nenhuma diferença entre Mim e os filhos deles. Além disso, nós sentimos que eles estavam cuidando de nós… mais do que seus próprios filhos. Eles nos darão banho primeiro.

Na amizade, podemos realmente desfrutar. Vocês precisam de um coração muito grande… para ser um amigo, um coração muito grande. Se vocês cuidam do seu próprio filho, dão suporte ao seu próprio filho, então vocês são um caso perdido para a Sahaja Yoga, mas se vocês têm esse tipo de grandeza de amizade… Há uma bela história que Meu pai nos contava sobre amigos, porque Meu irmão tinha muitos amigos, eles costumavam andar à toa por aí, isso, aquilo. E então eles sempre criticavam: “Quais são os pais de seus amigos que participam?”. “Eles apenas cuidam do seu gramado às vezes,” “porque alguém gosta de gramado, então outro faz isso.” “E você não discutem, não argumentam nada.” “Simplesmente eu não sei como vocês desfrutam a companhia uns dos outros.” Ele disse: “Não, nós conversamos, não é isso. Não, não, nós desfrutamos muito.” Então, Meu pai lhe disse: “Tudo bem, eu lhe contarei uma história”.

Havia um pai que tinha um amigo e o filho tinha um amigo. Tempos modernos, quero dizer, moderno hoje em dia é também tempos antigos, Eu devo dizer. Então, o pai disse ao filho: “A amizade é onde você sempre pode contar com…” “seu amigo e seu amigo pode contar com você.” Ele disse: “É mesmo?” “Sim”, ele disse. “Oh, com meus amigos, eu posso contar”, o menino disse: “Eu posso contar com meus amigos”. Ele disse: “Verdade?” “Sim.” Então, o pai disse: “Tudo bem, vamos testar seus amigos e meus amigos.” Então, eles foram, perguntaram.

O pai foi com o filho e foram a esses amigos do filho. E o filho pensou – ele disse ao filho: “Você tem de dizer: ‘eu matei alguém e me ajude’.” Ele disse: “Tudo bem”. Então, eles foram a um amigo. Esse amigo disse: “Você matou? Baba, saia daqui!” Ele fechou a porta. Eles foram a um outro, ele fechou a porta. O terceiro, ele disse: “Não, não diga que você veio à minha casa.” “Eu não tenho nada a ver com você.”

Todos os vinte amigos dele disseram “não”. Ele disse: “Tudo bem, agora deixe-me ir a um amigo meu.” Eles foram lá. Então, eles bateram na porta, bateram na porta, a porta não abria. Então ele gritou: “Eu estou aqui.” Então, o menino começou a dizer: “Veja isso, seu amigo nem mesmo está vindo.” Ele disse: “Não, não, não, apenas espere e veja.” Então, cerca de dez minutos depois, o amigo veio e abriu a porta, e o levou para dentro. “Qual é o problema?” Ele disse: “Eu matei alguém”, o pai disse, “e então nós viemos a você em busca de ajuda”.

“Eu sabia que deveria haver algo,” “porque por qual motivo você viria a esta hora?” “Eu estava juntando todas as joias de minha esposa.” “Quero dizer, se você precisa de dinheiro, é melhor eu lhe dar as joias.” “Então, é por isso que eu estava atrasado.” “Mas”, ele disse, “se você matou, não importa.” “Agora você tem filhos, eu não. Então, é melhor você dizer a eles…” “que eu matei. Diga-me como o assassinato aconteceu,” “eu assumirei o assassinato.” E o filho ficou surpreso. Ele disse: “Não, pegue isso.”

Então o pai disse: “Veja agora, este é meu amigo.” “Você tinha vinte amigos e eu tenho apenas um amigo.” “Esta é a amizade dele.” E esse tipo de amizade, nós Sahaja Yogis devemos ter. Quero dizer, com um amigo, você não pode ficar tenso. Não pode ficar. Esse é o primeiro sinal. E com seu amigo sentado lá, você não cochilará e não dormirá, mas você desfruta. Uma vez Eu estava viajando de trem e nós tínhamos duas cabines. Então, em uma cabine, Eu e uma senhora idosa estávamos lá.

Quero dizer, Eu era mais idosa do que ela, mas ela achava que era mais idosa. E ela estava tentando dormir. E na outra cabine estavam dois amigos. Eles se encontraram. “Ahh!” Então eles estavam se divertindo. Ele ficava batendo nele e outro ficava batendo nele. Ele disse: “Sim, você!” E continuando assim. Então, essa senhora disse: “Olhe para essa gente.”

“Eles não estão nos deixando dormir.” Então ela foi e gritou com eles: “Vocês vão parar com esse absurdo? O que está acontecendo?” Ele disse: “Nós nos encontramos depois de muito tempo, então estamos desfrutando.” Ela disse: “Essa não é a maneira. Por que vocês estão batendo um no outro…” “se vocês estão desfrutando? E não falem alto.” Ela foi embora. Então Eu fui e disse: “Agora, gritem. Eu estou aqui.”

“Não digam nada. Eu trancarei a porta. Essa senhora não virá.” Eles ficaram surpresos. Eu disse: “Eu estou gostando da maneira como…” “vocês estão desfrutando um ao outro “. Eles disseram: “A Senhora não quer dormir?” “Não, não, Eu quero ouvir o que vocês dizem um ao outro.” E eles ficaram surpresos como Eu estava gostando… da maneira como eles estavam batendo um no outro e se divertindo. Assim, é desse modo, Eu tenho de lhes dizer, que nós temos de ser amigos. Nós temos de compartilhar, gostar de compartilhar.

Não há seriedade nisso. Como você pode ser sério com seu amigo? Apenas relaxados, desfrutando a companhia um do outro. Mesmo se vocês tiverem de discutir, discutam, não importa. Mesmo se vocês tiverem uma visão diferente, está tudo bem. Mas, vocês não devem tentar se impor ao seu amigo, nem seu amigo deve tentar impor. Mas tentem entender um ao outro. É desse modo que nós iremos aprender muito. Vocês tem de aprender muito um com o outro. Por exemplo, Eu aprendi muito com os franceses, vocês ficarão surpresos.

Aprendi muitas coisas com os franceses, a forma como eles têm sua arte, suas ideias de arte, sua música, sua cultura. Muitas coisas a serem aprendidas. Então, vocês têm amigos na Índia, vocês têm amigos em todos os lugares, vocês têm amigos agora na América do Sul. Em todo lugar, vocês têm amigos. Apenas sigam em frente com Meu broche. Acabou-se. Oh! Todos eles pularão por causa de vocês, farão qualquer coisa por vocês. Então, essa amizade, apenas pensem nisto neste mundo: nós temos milhares e milhares de amigos em todos os lugares que vamos. E isto é o que nós temos de saber dentro de nós mesmos: nós mesmos temos de ser um tipo muito, muito amigável, muito amigável.

Existe uma abertura entre um amigo e outro amigo. Não há nenhum retraimento, não há nenhuma tensão, não há formalidade. E a confiança, a tal ponto que vocês podem falar com eles… sobre o que vocês quiserem, qual é a sua necessidade… e quais problemas vocês têm. Eu espero que vocês entendam que amor significa liberdade completa… para você mesmo e para os outros. Se você ama alguém, então há completa liberdade e compreensão. Mas esse amor tem de ser muito, muito puro, completa compreensão. Vocês têm de sentir essa amizade. E vocês se sentirão muito orgulhosos de ter tantos amigos. E amigos de verdade. Vocês têm muitos amigos que são amigos de verdade.

Vocês ficarão muito – sentindo uma coisa como se vocês fossem uma grande personalidade, pois vocês têm muitos amigos neste mundo. Vocês não estão sozinhos. Imaginem antes disso o que nós tínhamos, tantos santos, tantas grandes almas nasceram… e eles foram tratados como pessoas diferentes… e foram torturados, mortos, envenenados, eles estavam sozinhos. Mas vocês não estão. Todos vocês são amigos uns dos outros… e o maior amigo que vocês têm é o Poder Divino, que está cuidando de vocês e fazendo tudo por vocês. Se vocês têm esse tipo de estado de alerta belo e relaxado dentro de vocês, vocês irão desfrutar a vida. Vocês irão desfrutar a Sahaja Yoga… e vocês irão ter muito, muito mais pessoas na Sahaja Yoga. E se vocês não têm isso entre vocês, então as pessoas irão dizer: “Oh Mãe,” “seja o que for que a Senhora diga, mas os Sahaja Yogis são inúteis.” Então, por hoje, neste país, a França, onde nós obtivemos a libertação, onde nós temos lutado pela libertação, vamos ter a verdadeira libertação, a verdadeira libertação da alma de nosso Espírito para desfrutar. Desfrutar com compreensão tudo que está disponível.

Que Deus abençoe a todos.