Guru Puja, Four Obstacles

Cabella Ligure, Nirmal Temple (Itália)


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Shri Adi Guru Puja. Cabella Ligure (Italy), July 28th, 1991.

Hoje, todos vocês estão aqui para venerar seu Guru.

Essa é… uma prática comum, especialmente na Índia, na qual vocês devem venerar seu guru, e o guru tem de estar completamente no controle de seus discípulos. O Princípio do Guru é extremamente rigoroso, e o rigor fez com que muitas pessoas… não pudessem se adaptar aos ideais de um discípulo. Naqueles dias, o guru tinha de ser, sem dúvida, a autoridade, e era o guru quem decidia quais discípulos ele teria. E a pessoa tinha de fazer uma grande tapasya, grandes penitências, até mesmo para tornar-se um discípulo. E essa provação era a única forma que o guru usava para julgar. Os gurus sempre viviam nas florestas e eles selecionavam… seus discípulos, muito poucos, muito, muito poucos, e eles tinham de ir e mendigar comida nas vilas vizinhas, e cozinhar para o guru deles com suas próprias mãos, e alimentar o guru. Esse tipo de coisas de guru não existe na Sahaja Yoga. Basicamente, nós devemos entender que a diferença… entre aqueles estilos de agir do guru e o que temos agora é este: era dada a muito poucos indivíduos, a chance de tornarem-se o guru, a muito poucos. E esses poucos também eram selecionados dentre… muitas pessoas e eles sentiam que eles eram… realmente especiais por terem sido selecionados, escolhidos, e seja o que for que eles tivessem de passar, seria tudo bem-vindo. Com essa ideia, eles se tornaram os discípulos.

Mas a Sahaja Yoga é algo bem diferente. Eu diria que é exatamente o oposto. Antes de mais nada, seu Guru é uma Mãe… e é quem sofre por causa de sandrakaruna (compaixão). Pelas menores coisas que acontecem a vocês, Meus olhos se enchem de lágrimas. Então, como uma Mãe, ser um Guru é algo bem difícil. Ao mesmo tempo, para vocês alcançarem as alturas também é difícil. Porque vocês se perdem quando Eu os amo muito… e nesse amor, às vezes vocês se esquecem… de que o progresso em seu ser está muito lento. É importante que, na Sahaja Yoga, vocês sejam rigorosos consigo mesmos. É por isso que Eu disse que vocês devem ser seu próprio guru, o que as pessoas não entendem o que isso significa. Você ter de ser seu próprio guru significa que você tem de guiar… a si mesmo; você tem de tratar a si mesmo como seu discípulo… e você tem de podar a si mesmo.

Se você não compreende… a responsabilidade como um Sahaja Yogi… de você mesmo trabalhar todas as coisas, você não poderá se mover muito rápido, porque é um tipo diferente… de relacionamento entre o Guru e os discípulos. Assim, primeiramente, Eu sempre tenho dito: torne-se seu próprio guru. Portanto, você tem de fazer muita introspecção e firmar seus ideais. Eu estou sentada diante de vocês. Vocês têm Me visto como Eu sou. Eu posso comer qualquer coisa; Eu não preciso, de forma alguma, comer durante dias. Eu posso dormir em qualquer lugar; posso não dormir de forma alguma. Eu viajo por várias milhas incansavelmente. Eu tenho essa energia porque Eu sou Guru de Mim mesma também. Assim, a primeira coisa é que deve haver muita introspecção.

“O que está errado comigo?” Não o que está errado com os outros. “O que está errado comigo?” “Estou buscando o conforto do meu corpo?” “A atenção está em meu corpo ou em meu Espírito?” “Neste caso, o que estou fazendo?” Eu acho que a melhor coisa é anotar isso. “Eu posso dormir na grama?” Eu posso sentar na pedra?” Você tem de fazer este corpo trabalhar.

“Eu posso dormir a qualquer hora que eu queira e posso me manter…” “acordado em qualquer hora que eu queira?” Eu tenho visto as pessoas cochilarem. A razão é esta: não que elas sejam ruins… ou de algum modo pessoas indisciplinadas, mas porque elas estão cansadas interiormente. Se você está cansado interiormente, então se sente cansado o tempo todo. Vocês verão na televisão, se vocês observarem as pessoas no Ocidente, elas estão sempre sentadas assim. Porque elas estão muito cansadas. Por que elas estão tão cansadas? Elas não trabalham tão arduamente. Então, faça introspecção: como você se comporta. Agora, quando você começar a fazer introspecção sobre si mesmo, você também começará a fazer introspecção sobre o que o cerca… e seus estilos e métodos, e o que você está fazendo a si mesmo… por causa dos condicionamentos exteriores.

Agora, os condicionamentos externos no Ocidente são de natureza psicológica. Os indianos têm outros condicionamentos… que são também surpreendentes, ou devemos dizer, os ocidentais, eles precisam lavar suas mãos dez vezes, mesmo que a pele deles descame, eles continuarão lavando como loucos. Eles precisam ter um banheiro colado neles o tempo todo. Eles precisam tomar seus banhos. Se eles não tomarem banho, não se sentem confortáveis. Eles têm outros condicionamentos também. Eles têm todo tipo de condicionamentos estúpidos, mas os condicionamentos que nós temos no Ocidente são… mais psicológicos, e é por isso que vocês não conseguem descobrir… o que está errado com vocês. Os condicionamentos físicos não são tão perigosos. Vocês podem superá-los ou controlá-los. Mas quando você tem condicionamento psicológico, você não consegue entender o que está errado com você.

Agora, se você olhar ao redor, se você fizer introspecção, o que descobrirá é algo muito sutil. Primeiramente, talvez por causa das guerras, Eu não sei por quê, mas todo mundo tem medo de todo mundo. Especialmente, Eu acho, por causa de Freud. Por causa de Freud, até mesmo a mãe tem medo do filho. E todas essas coisas para os indianos são totalmente – eles não conseguem compreender isso. Mas, vocês sabem disso muito bem. Eles não tocarão ninguém; eles não abraçarão ninguém. Antes, quando eles costumavam jogar futebol, eles costumavam se abraçar. Mas agora, Eu vejo que eles não se abraçam, apenas tocam as mãos assim. Depois de algum tempo, Eu acho que eles podem apenas fazer deste jeito ou algo assim.

Tão amedrontados, que ninguém, até mesmo os filhos, Eu tenho visto, têm medo de abraçar seus pais. Assim, a expressão do amor não está presente. E quando não há expressão, não há amor dentro da pessoa. E é dessa forma que o amor vai secando, secando completamente. Havia uma garotinha na Sahaja Yoga e Eu tinha um presente para ela. Ela era muito jovem, devia ter uns 10 anos de idade. Então Eu o dei a um Sahaja Yogi, um Sahaja Yogi ocidental, “Vá e dê isso a ela e diga que Eu dei.” “Não, Mãe, eu não darei.” Eu disse: “Por quê?” “Ela me interpretará mal.”

Eu disse: “O que ela interpretará mal?” Isso tem penetrado muito nas cabeças das pessoas. E isso tem criado realmente… a insegurança psicológica dentro de vocês. Desde a infância, essa insegurança tem atuado, e é por isso que vocês têm medo uns dos outros. Até mesmo de seus pais, de seus irmãos, das suas irmãs. Psicologicamente, vocês estão sofrendo. E quando Eu vim a primeira vez para a Inglaterra, eles costumavam dizer: “Isso é a insegurança”. Eu disse: “Que insegurança?” “O mundo inteiro está com medo do mundo Ocidental.” E o que eles estão sofrendo por causa da insegurança?

Eles têm tornado todos inseguros no mundo inteiro. E por quê? De que eles estão inseguros? Eles estão inseguros dentro de si mesmos, em sua própria sociedade, em suas próprias famílias, em seus próprios grupos. Eles estão com muito medo uns dos outros. Assim, a primeira coisa é que vocês devem ser sem medo. Você é um Sahaja Yogi, você não é mais imoral, não pode ser imoral. Se o tempo todo você começa a pensar que você é imoral… e se você faz algo, isso é imoral, e que você tem de fazer alguma confissão em algum lugar, então o que acontecerá a você? Que tipo de personalidade você terá? Nós temos de mudar isso mudando a nós mesmos.

Assim, entre os Sahaja Yogis, não deve haver inseguranças, mas sim maryadas (limites). Vocês devem saber como respeitar a privacidade uns dos outros. A segunda coisa que vocês encontram na mente ocidental, que é algo muito comum, é que eles são bombardeados por críticas. Há tantos críticos que agora não restam mais artistas. Somente críticos criticando críticos. Todos os artistas estão aniquilados. Eles são o tempo todo criticados. Alguém entrará em ação – existe uma formação em criticismo – eles podem não saber como tocar um instrumento, eles podem não saber cantar, mas eles podem criticar, tudo bem. Então, o tempo todo na sua mente, é de um jeito que… você sempre sente que alguém irá criticá-lo se você fizer algo. O tempo todo, há o medo de que alguém irá criticar.

Então, “eu devo dizer ou não?” Como Sahaja Yogis, vocês não devem se preocupar… com essas pessoas estúpidas, porque elas são cegas. E se elas querem criticar, criticar você, deixe-as criticá-lo. O que importa? Não faz nenhuma diferença. Mas isso você tem de desenvolver dentro de si mesmo. Agora, a terceira coisa é ainda pior, a qual Eu não sei se vocês notaram ou não. Eu não sei como isso entrou nas cabeças das mentes ocidentais, de que você deve sempre olhar para o outro lado do rio, mesmo se você estiver desse lado. Para ser justo. E nunca dizer algo que você tenha certeza.

Por exemplo, você pergunta a alguém: “Como vai?” Ele dirá… Sempre… Ninguém dirá: “Eu estou perfeitamente bem,” “não há nada de errado comigo.” “O que há de errado?” “Perfeitamente bem, muito obrigado.” Mas nunca acontece. Eles não estão seguros de si mesmos, estão o tempo todo se abalando. E esse abalo interior lhes dá uma personalidade… que nunca pode progredir. O progresso surge quando você dá um passo à frente, você coloca seu pé firmemente naquele ponto… e depois dá o segundo passo à frente, como se você estivesse escalando uma montanha. Mas no primeiro lugar, se você ainda está pensando que essa é… a metade do caminho a percorrer, então como você poderá seguir adiante? Você irá adiante apenas dois passos, isso ou aquilo ou isso ou aquilo.

Esse é um outro grande fator de desencorajamento psicológico, Eu chamaria assim, ou algo prejudicial para o seu progresso. Agora, a terceira coisa que vocês aprenderam que é também – a terceira ou quarta, talvez, é que vocês devem argumentar consigo mesmos. Por exemplo, você tem um problema, você virá e Me dirá: “Mãe, eu tenho esse problema.” Isto é muito comum com todos: “Eu tenho esse problema.” Eu direi: “Tudo bem, esta é a solução.” Então você dirá: “Não, não, não, mas nisto, acontecerá isto.” Então você dá outra solução. “Não, não, não, não, não, Mãe, isto pode ser dessa forma.” Tudo bem, você dá uma terceira solução. “Não Mãe, neste caso, isto pode acontecer.”

Dá uma quarta solução. “Isto pode acontecer.” Vocês estão o tempo todo contra si mesmos. Então, Eu tenho de dizer: “Este é seu problema, não Meu,” “e Eu estou lhe dando soluções…” “e se você quer solucionar seu problema,” “é melhor adotar uma atitude positiva.” O cérebro está deste jeito. Em hindi, isso é chamado de “ulti khopdi”. Você fica o tempo todo argumentando consigo mesmo. Então, como você pode progredir? Este é um outro grande problema da mente ocidental: ela não tenta encarar nenhum problema como seu próprio, mas segue argumentando consigo mesma como um advogado, vejam. Há dois advogados: um é você mesmo, e o outro advogado, seguem argumentando.

Assim, é uma dupla personalidade no corpo, no ser; não é uma só personalidade. Como Eu disse, é um caso muito, muito psicológico as pessoas… adotarem esse tipo de mudança repentinamente, sem compreenderem como isso é perigoso. Com a iluminação do seu cérebro, isso deve desaparecer. Ao contrário, na Sahaja Yoga, isso é muito perigoso. Porque ao dizer algo, todos vocês são Sahaja Yogis, vocês estão conectados com o Poder Onipresente. O que quer que você diga, conecta… e isso atua. É muito perigoso para vocês não compreenderem… que são almas realizadas… e não assumirem os seus próprios poderes. Por exemplo, vejam, se Eu tenho que dizer algo secretamente, então Eu devo colocar Minha mão aqui e depois dizer isso, porque o microfone está conectado à fonte de energia. Mas, supondo que Eu mantenha isto abero desta forma e diga algo, isso chega a todos. Da mesma forma, seja o que for que os Sahaja Yogis digam… ou desejem ou queiram, há pessoas sentadas lá, vejam, aqui e aqui, vocês as colocaram lá.

Elas estão os ouvindo o tempo todo. Elas estão tão ansiosas para fazer o trabalho de vocês. “Tudo bem, você diz, então, está feito.” Seja o que for que vocês pensem ou seja o que for que vocês desejem… ou seja o que for que vocês digam, vocês têm de ser extremamente cautelosos. E quando agora, quero dizer, as pessoas idosas, tudo bem, Eu posso dizer que elas são muito condicionadas, elas têm problemas e tudo mais. Mas a geração que está aqui, a maioria deles, todos são capazes… de se aperfeiçoar e endireitar seu cérebro… trazendo-o de trás para frente. Esse problema psicológico, você não exprime. Um outro problema psicológico que vocês não sabem, que é muito surpreendente, sejam quais forem as ideias dos empresários, vocês precisam agir de acordo com elas, porque toda a base da vida ocidental é ver e ser visto. Então, “Oh, esta é a moda, então devemos agir deste jeito.” “Esta é a moda, então agimos deste jeito.”

Por exemplo outro dia, aproximadamente há um ano atrás, Eu fui à Inglaterra… e encontrei todas as Sahaja Yoginis usando o cabelo aqui. Eu disse: “O que é isto?” Então, Eu perguntei a uma garota indiana. Eu disse: “Para que serve isto?” “Esta é uma nova moda.” Eu disse: “Que nova moda?” Chamada de “ziprya” em Marathi, nós a chamamos de “moda ziprya”. Pelo menos, as habitantes de Maharashtra podem… E todas elas tinham os seus cabelos aqui, assim, todas. Eu disse: “Meu Deus, este é o Agnya, elas o estão cobrindo,” “os seus olhos ficarão estrábicos.” Mas se a moda surge, a moda toda é só com o cabelo.

Não sei por que o cabelo. Há tanto interesse no cabelo. E as pessoas perdem o cabelo tão rápido nesses países. Sem usar óleo, o qual deveriam usar, eles perdem seus cabelos muito rapidamente. Começando do cabelo, o Sahasrara. Então, o que essa moda significa? Esses empresários, essas pessoas estúpidas estão criando ideias… e por que deveríamos segui-las? Eu não digo que todos os Sahaja Yogis deveriam parecer iguais, de forma alguma. Vocês podem se vestir da maneira que gostam; viver da maneira que gostam, mas vocês não devem ser escravizados por nenhum empresário. Vocês são pessoas livres agora, saibam muito bem disso.

Saibam que são totalmente livres e sua liberdade está, sem dúvida, na luz de sua iluminação, vocês nunca podem cometer erros. Mas, antes de mais nada, tenham essa confiança em vocês de que… seja o que for que tenham de fazer, vocês não se deixarão escravizar… pelos empresários, pelo que as pessoas dizem, pelo modo como vocês irão aparentar, pelo modo como vocês se apresentarão diante dos outros. Este é um ponto muito importante, pois metade do tempo, ficamos nos esforçando somente para ficarmos parecidos com os outros. É muito surpreendente como esses empresários… têm enganado os ocidentais. Na Índia, isso não funcionará, não funcionará; especialmente com as mulheres indianas. Nesse meio tempo chegou um mini-sari, surgiu em Mumbai por aproximadamente quatro a cinco dias, Eu acho, e desapareceu. Nenhuma mulher Indiana usaria um mini-sari, acabou-se. De maneira nenhuma. Qualquer tipo de moda agora que venha para a Índia não permanece, porque qualquer que seja a roupa que temos na Índia, tradicionalmente, tem existido, tem sido testada e por tentativa e erro, tentativa e erro, agora sabemos que essa é a melhor, agora pare. Numa certa idade, você pára.

Esse é o estilo que melhor nos convém. Mas alguma coisa perdura e os estilos continuam mudando. É nisto que vocês têm de ser muito cuidadosos para certificarem-se… de que não adotem coisas estúpidas, que estão sendo criadas pelos empresários, mas sim que adotem coisas sensatas, que são necessárias para vocês. Assim, uma das escravidões que Eu percebo é que vocês têm de fazer… o jogo dos empresários. Mas a escravidão é muito profunda e tão psicológica. De tantas maneiras, isso é extremamente encoberto… e tão sutil que você não consegue identificar. Assim, na introspecção, você descobre o que deu errado com você, como você se tornou dessa forma. “O que está errado com minha personalidade? ” “Isso veio de todo o ambiente ao redor… “e da maneira como as pessoas têm colocado ideias em minha cabeça.” Vocês devem ter suas próprias ideias.

não devem se preocupar com o que Platão disse… e com o que Sócrates disse e com o que aquela pessoa disse. O que vocês pensam? Afinal, vocês são pessoas iluminadas. Mas então há um outro fato psicológico, que é ainda pior, que é: “Mãe, se formos muito confiantes,” “então estaremos aumentando nosso ego.” Eles têm tanto medo do ego deles como se depois de algum tempo, eles fossem “decolar”. “O ego inflará tanto que nós ‘decolaremos’.” Este é um outro medo que as pessoas têm, de que se afirmamos: “Tudo bem, isso é o que eu quero, isso é a coisa certa a ser feita,” “então eu escaparei disso, não quero dizer tal coisa;” “eu tenho ego.” Assim, na Sahaja Yoga também alguns medos se infiltraram. Um deles é: “Mãe, eu não deveria ter nenhum ego.” Agora, qual é o problema do ego?

É também surpreendente que, apesar de todo o medo e coisas assim, como reação a isso, as pessoas desenvolveram… um tipo de caráter que protesta. Mas, novamente esses empresários têm mimado o seu ego. Por exemplo, de manhã, você pergunta à criança: “O que você vai comer?” Então, a criança dirá: “Comerei isto”. A mãe tem de correr e preparar isso, ou ela deve manter tudo na geladeira. Na Índia, esse não é o caso. Tudo que for preparado em casa, é melhor comer. Se não tem sal, tudo bem, sem sal, venha comer. Senão não coma, não importa. De qualquer forma, você comerá.

Assim, quando a disciplina surge dentro de vocês e… vocês compreendem isso, então vocês não dizem: “Eu desejo somente isto,” “eu quero somente isto.” “O que vocês desejam?” Digam a si mesmos: “Tudo bem, você não terá isso por um mês, vamos ver.” Eu devo falar sobre Mim mesma que um pouquinho de conforto… se desenvolveu em Mim algumas vezes, Eu acho. Então, nós nos mudamos e Minha família não estava Comigo naquele momento. Nós tínhamos somente uma pequena cama onde Meu marido dormia. E Eu dormia sobre o cimento na terra, e no dia seguinte, Eu comecei a ficar com dor no corpo. Eu disse: “Tudo bem”. Eu dormi no cimento por um mês. “Você fica com dor no cimento?

Tudo bem. Durma agora.” “Por um mês”, Eu disse: “Eu vou dormir no cimento”. E então o cimento perdeu o poder dele sobre Mim. Então, pode ser que o cimento esteja sentindo a dor. Assim, isto é o que vocês têm de fazer: dominar sua mente. Agora, o problema surgirá, qual é o discernimento? “Este ego crescerá, Mãe.” Porque seu ego, como Eu disse, é desenvolvido pelas reações, por protestar contra as coisas, e também pelo mimo dos empresários. Tudo bem, qualquer que seja a razão, nós não iremos fazer psicanálise conosco.

Mas o fato é que também temos um problema de ego. Por quê? Eu já lhes disse que se um balão é inflado várias vezes, ele pode facilmente ser inflado. Com o mínimo de ar, ele infla. E é por isso que vocês têm medo disto: “Subitamente,” “meu ego pode se tornar tão grande que talvez eu fique” “como um balão no ar,” “movendo-se em algum lugar.” Mas, o modo de livrar-se disso é saber que você é uma alma iluminada. Respeite-se. Uma vez que você comece a se respeitar, você não cairá em nenhuma armadilha do ego. É muito simples. Respeite-se.

Você tem de dizer: “Eu sou um Sahaja Yogi, como posso me comportar dessa forma?” “Afinal, eu sou um Sahaja Yogi.” Uma espécie de dignidade se desenvolve. E então você começará a sentir vergonha de fazer algo que é estúpido, porque o ego o torna estúpido, esse é o ponto, sem dúvida. Assim agora, se você desenvolver este respeito por si próprio: “Eu sou um Sahaja Yogi, então não posso me comportar dessa maneira,” “eu sou um Sahaja Yogi”, se você falar dessa forma para si mesmo, então você se surpreenderá ao ver que a dignidade de um Sahaja Yogi, definitivamente, irá mantê-lo com os pés no chão. Você não cairá nas armadilhas do seu ego. Assim, um lado é o condicionamento, o outro lado é o ego. Uma coisa simples, é o ego. Essa dignidade deve ser desenvolvida. Você ficará surpreso ao ver que entre os animais, existem “maryadas”.

Por exemplo, um tigre não se comportará como uma cobra e uma cobra não se comportará como um tigre. Assim, nós somos agora Sahaja Yogis. Nós somos tigres entre os seres humanos, somos leões entre os seres humanos, os mais elevados; somos os seres humanos mais elevados. Não é necessário ter dez, o que vocês chamam, medalhas no seu corpo para mostrar que vocês são importantes, mas vocês são Sahaja Yogis, vocês são Mahayogis. Então, desenvolvam esse respeito e vocês ficarão surpresos, a humildade imediatamente virá a vocês, quero dizer, caminhará para dentro de vocês, a humildade. Eu tenho visto alguns Sahaja Yogis sentarem-se deste jeito; às vezes assim; às vezes, se há bloqueio no Vishuddhi Esquerdo, deste jeito; se há bloqueio no Vishuddhi Direito, deste jeito. Mas, então observem a si mesmos. Como um noivo que tem de vestir-se formalmente e ele se lembra: “Eu sou o noivo, não posso” “me comportar como os outros garotos mais jovens que estarão lá.” “Eu tenho de ter minha própria personalidade.” “Eu sou o noivo.

Eu estou indo para o meu casamento.” “Não posso me comportar como todos os meus amigos que estão lá.” Vocês têm de se comportar de uma maneira específica. Então, assumam isso. Nós ainda não sabemos que somos Sahaja Yogis. Uma vez que saibamos que somos Sahaja Yogis, essa dignidade se desenvolverá em nós e com essa dignidade, você ficará surpreso, você também poderá ver o que está errado em seu próprio país, o que é indigno. Agora, seja o que for que tenha acontecido na França, você pode descobrir o que está errado com as leis francesas. Mas os franceses estão mais interessados em beber e comer e outras coisas, então eles nunca prestam atenção. “Deixa para lá, para que nos importamos com as leis? Deixa para lá” “do jeito que está, não importa.

Quem deveria se preocupar com ” “essas coisas? Não é nada importante.” “Afinal, se você pode conseguir algo para beber…” Você vai a qualquer vila francesa, às sete horas, você não consegue encontrar ninguém, nem mesmo um bêbado. Eles estão sentados dentro de algum lugar e bebendo, bebendo. Quero dizer, essa é a religião principal, o passatempo principal. No dia seguinte, eles aparecem com uma ressaca, então eles enxergam tudo ao contrário. Como esse sujeito, aquele jornalista que foi para a Índia, eles viram um portão de ferro e pensaram que era a cortina de ferro de Hitler. Tudo ampliado, tão grande, torto, por causa da ressaca. Assim, a vida toda no Ocidente é como uma ressaca. Ou eles veem as coisas como se fossem muito grandes ou muito pequenas, eles não veem as coisas como elas são.

A maioria dessas coisas que estão escritas, as quais vocês irão ler, psicologia e todas essas coisas e livros, na maioria dos casos, os autores são bêbados. Se vocês observarem a vida deles, eles eram bêbados. Então, seja o que for que eles tenham escrito, por que deveríamos levá-los tão a sério? Exceto alguns poucos que eram almas realizadas, a maioria deles eram bêbados. Como por exemplo, aqueles que escreveram sobre as tragédias gregas, devem ter sido pessoas realmente bêbadas. Eles devem ter bebido muitas coisas e depois escrito alguma coisa desse tipo. Porque a maioria dos bêbados, quando escrevem, eles dizem: “Por que, por que eu deveria viver? Eu devo morrer.” E desse modo, nós também temos na Índia muitas pessoas que escreveram “ghazals”, que sempre dizem: “Por que deveríamos viver? Nós deveríamos morrer.”

Assim, se existe um poeta que disse: “Você está falando em morrer, por que não morre de uma vez por todas?” Então você perceberá que o que você escreverá, o que você dirá é mais elevado do que todas essas pessoas. Mas a Sahaja Yoga tem trabalhado tão suavemente em vocês que vocês não sabem o que vocês são. Hoje, no puja ao Guru, vocês estão venerando seu Guru. Ao mesmo tempo, Eu Me inclino ao seu guru dentro de vocês mesmos. Deixem seu guru se elevar e mostrar-se. Especialmente o tipo de Guru que vocês têm; Eu não sou severa com vocês, Eu sou muito gentil. Porque, como Eu lhes disse, basicamente é algo diferente que não é para um indivíduo, mas é para o coletivo. E se algo tem de se expandir coletivamente, então vocês têm de entender que deve ser somente o amor que realizará isso. Não há outra forma para podermos expandir a Sahaja Yoga, porque não podemos ser como Hitler, transmitindo ideias erradas de ódio.

Poderia ser ódio ou poderia ser amor. Se você ensinar às pessoas que odiamos essa pessoa, o fundamentalismo, isso, aquilo, você conseguirá milhares prontos para lutar. Você pode exaltar o ser mais sórdido deles e dizer: “Tudo bem, venham, vamos lutar.” O racismo, isso, aquilo, qualquer coisa. Até mesmo o nacionalismo. Tudo bem, eles são pessoas. Mas quando Eu digo amor, é muito diferente. Tentem entender. E por causa do nosso trabalho coletivo, nós temos de saber que o amor é uma fonte de energia que faz as coisas crescerem de uma maneira viva. É a energia que é uma energia viva.

Tentem entender agora. Isso as pessoas não entendem. Amor não significa que você abrace alguém ou faça algo, mas é uma energia viva que compreende, que o faz crescer. Eu espero que tenham visto Meus livros e espero que os tenham lido. Neles, Eu descrevi para vocês muito claramente o que é a energia viva dentro de nós que atua. E qualquer coisa que esteja atuando, por exemplo, vejam esta flor. Agora, Eu não posso ordenar que ela cresça reto. Ela está se movimentando do seu próprio modo; deixe-a como está. Ela parece bela porque nenhuma flor se parece com nenhuma outra flor. A energia viva nunca cria a mesma coisa exatamente igual a outra; somente plásticos podem ser feitos assim.

Agora, quando ela está crescendo, ela está crescendo do seu próprio modo. Seja o que for que esteja formado dentro de você, é uma energia viva, intrínseca, mas é uma energia viva, e é uma energia viva que atua. Ela floresce por si mesma. A água do puro amor é para ser doada. No puro amor, o que você vê, como um guru, em uma outra pessoa: “Qual é o problema comigo…” “que está me impedindo de ir além?” Numa outra pessoa, como um guru, o que você percebe é como lidar com essa pessoa com amor, de modo que ela se aproxime da realidade. É um processo muito gentil, é um processo muito amoroso, e não há nada como realmente regozijar o seu amor. Apenas saber que Eu amo tantas pessoas é por si só tão maravilhoso. E vocês também sentem isto: “eu amo tantas pessoas”. Mas isso deveria ser samadrishti, significa que você deveria ver todos com os mesmos olhos.

Você vê todos com os mesmos olhos, não é? Existem somente dois olhos. Mas, você vê todos com os mesmos olhos. Eles são diferentes. Tudo bem, você os enxerga como pessoas diferentes. Mas você não… seus olhos não discriminam. Seus olhos não veem alguém negro, alguém branco, alguém azul. Eles veem o que eles são. Quando você começa a enxergar com samadrishti, significa ver com os mesmos olhos, o mesmo olhar, não mudar suas ideias. Porque o que acontece é que sua própria mente distorce as coisas, e você começa a ver alguém como sendo diferente, alguém como sendo diferente.

Agora, com os olhos, Eu vejo o ventilador. Supondo que Minha mente esteja desligada, posso enxergar como um ser humano. Assim, se você é uma pessoa sã, então você verá todos como eles são. Isso é samadrishti: você tem os mesmos olhos para todos. Não se confunda, de modo que você não consiga ter alguém que é seu amigo especial, alguém que é o amigo número dois, alguém que é o amigo número dez e alguns como seus inimigos. Uma vez que você comece a olhar para as coisas desse modo, tudo assumirá suas próprias formas. Senão, uma pessoa pode ficar louca. Isso também deve ser “samyak”; “samyak” significa integrado. Deve haver um conhecimento integrado. Por exemplo, os olhos quando veem, eles veem onde você está sentado, onde você está, onde está essa pessoa, onde está aquela pessoa, qual é o relacionamento.

Assim, o conhecimento sobre os outros está nos relacionamentos mútuos. Agora, vamos supor que exista um senhor que tem um filho e há um problema entre esse senhor e a criança. Para abordar essa pessoa, você deve saber que ele tem um filho; não deve simplesmente separá-lo dos outros, individualizando. Pegue alguém, digamos, que seja da Inglaterra ou que seja da Itália. Então, tente entendê-lo, que ele vem daquela cultura específica, e essa cultura está em volta dele, por isso ele é assim. Se você conseguir ter esse tipo de conhecimento total dos outros, não haverá problemas, nenhuma discussão, nada. Caso contrário, há conflito o tempo todo e é desse modo que a pessoa se sente muito cansada. Os olhos não reagem; os olhos apenas veem; o que quer que exista lá, eles apenas veem. Os olhos nunca reagem, mas a mente reage. E essa reação é que é responsável por estragar suas atitudes em relação às pessoas.

Assim, agora, vocês devem ter um estado de testemunha, como Gyaneshwara disse: “niranjana pane, niranjana pane”, “ver alguém sem ter nenhuma reação.” Apenas observe e você saberá tudo sobre aquela pessoa, assim que você vê-la, niranjana pane. Porque, enquanto seu cérebro estiver presente, você não enxergará essa pessoa como ela é. Mas assim que você vê aquela pessoa, você simplesmente sabe o que ela tem. E então, imediatamente, você saberá sobre os chakras dela, a Kundalini dela, você penetrará em tudo. Mas sua mente, que está carregada de insensatez, não o permitirá ir a esse nível. Portanto, o niranjana pane é o estado em que você apenas vê algo. Esse tipo de olhar, nós temos de desenvolver. Então, com isso, um desapego começa. Automaticamente, você não critica ninguém por sua mente estar desse jeito contra aquela pessoa; você não ama alguém porque sua mente pensa dessa forma; você também não consegue formar grupos; você não consegue ter algumas pessoas que são queridas por você, e algumas que não são. Às vezes, se Eu não sorrio para algumas pessoas, então elas resmungam e dizem: “Desta vez, a Mãe não sorriu para mim.”

Quero dizer, Eu não posso manter um sorriso o tempo todo. Vocês também devem pensar em Meus músculos. Como posso manter um sorriso o tempo todo, entendem? Mas há pessoas que se sentem muito mal: “Vejam, desta vez, a Mãe não sorriu.” Então, Eu tenho que ficar sorrindo o tempo todo para todo mundo. Eu tento. Assim, a atitude em relação aos outros deve ser uma atitude niranjana, porque é um trabalho coletivo. A atitude não é rígida. Não é de forma alguma severa com alguma coisa, porque é um trabalho vivo, é absolutamente vivo, nós não podemos. Mas esse é definitivamente o trabalho que cria harmonia, amor, afeição, sentimento de unidade.

Imaginem, pensar em alguém que não é gentil com você ou que seja… é uma coisa horrível. É melhor pensar sobre o quanto você poderia ser bom para essa pessoa. Então, a atitude deve ser: “O quanto eu serei bom com essa pessoa”, entendem? Veja, se alguém está zangado com você, é fácil brigar: “Venha. Você está zangado, eu estou zangado.” Não. Vá e simplesmente faça cócegas. Uma coisa simples assim, e desfrute. Porque você não pode deleitar-se com o ódio; você não pode deleitar-se com a rivalidade; você não pode deleitar-se com a separatividade. Por exemplo, esta mão tem de apreciar esta mão, da mesma maneira, vocês precisam regozijar-se uns com os outros.

Se você não consegue regozijar, então você perdeu o ponto principal, perdeu o essencial. Assim, no desenvolvimento coletivo, nós temos de saber que não podemos progredir se não tivermos senso de coletividade, de que somos partes integrantes de uma só pessoa. Se Eu puxar Minha orelha, ela não irá sair, mas trará dor para todo o corpo. É por isso que Eu digo que puxar ambas é melhor. E quando você começa a ver a si mesmo dessa maneira, então você ficará surpreso ao ver que um tipo de humor amável em relação a você mesmo se desenvolverá. E você realmente se tornará uma personalidade muito interessante, magnética. E uma pessoa muito agradável, extremamente agradável. Todos irão buscar sua companhia. Esse é o sinal do seu Princípio do Guru sendo iluminado. É claro, eles disseram que você deve ter desapego; que você não deve ter nenhum apego a isso e aquilo e aquilo e aquilo.

Isso é tudo conversa. Mas na verdade, somente a introspecção e a compreensão ou podemos dizer, o conhecimento de sua própria profundidade, por si só, irá lhes dar essa sensação. Se você tem este entendimento: “Eu sou um Sahaja Yogi…” “e a profundidade do Divino em mim é tão grande.” Isso por si só será mais do que suficiente para você viver como o mais elevado guru. Na verdade, Eu não sou mais um Guru, Eu nunca fui um Guru, Eu sou uma Mãe; Eu não tenho jeito para ser Guru. Porque um Guru que não consegue ser rígido é inútil, e Eu tenho que Me preparar para dizer as coisas. Se há um problema entre duas pessoas e se há um intervalo de tempo no qual Eu tenho que falar com elas, então Eu começo a dizer: “Como Me tornar rigorosa?” Eu digo para Mim mesma. Se espontaneamente algo acontece, então Eu digo: “Por que você está agindo dessa forma?” Quando muito, espontaneamente.

Então, vocês têm de desenvolver esse estilo especial de ser guru dentro de si mesmos, o qual é para o trabalho coletivo. Novamente, lembrem-se, é para o trabalho coletivo. Assim hoje, vocês veneram o Princípio do Guru dentro de vocês quando estão Me venerando. Eu não diria que vocês devem tentar Me seguir, porque Eu não tenho jeito para muitas coisas. Por exemplo, não entendo de transações bancárias, não entendo de dinheiro, quero dizer, há tantas coisas que Eu não sei, é verdade. Eu não levo jeito, Eu não entendo de leis. Quero dizer, vocês não devem ser como Eu, combinado? Mas, vocês devem ser capazes de dizer do mesmo modo que Eu digo: “Vejam, eu tenho esses problemas.” Mas com certeza, vocês devem ter completo entendimento da Sahaja Yoga ou desejar saber tudo sobre a Sahaja Yoga. Se isso acontecer, então você nadará nesse oceano de conhecimento, como um jato.

E seja o que for que você queira, seja o que for que você queira saber, você saberá. Mas deve haver um desejo de conhecer. Nunca fique satisfeito assim: “Eu sei o suficiente…” “sobre a Sahaja Yoga”, não, nunca. Com todas as outras coisas, vocês podem ficar satisfeitos. Mas somente sobre uma única coisa: “Eu ainda tenho que conhecer…” “a Sahaja Yoga através de meu cérebro.” “E meu coração deve ter esse conhecimento.” “Isso deve estar em meu coração, não somente no meu cérebro.” “Eu devo saber através do meu cérebro, isso deve estar em meu coração.” Como quando vocês veem um filme, veem King Kong. Então vocês sabem que é King Kong – tudo bem, isso é um filme, não importa.

Normalmente, nosso conhecimento é assim. Mas se vocês virem o Sr. King Kong em pé aqui: “Oh meu Deus, ele está aqui.” Da mesma forma, quando nosso conhecimento está no cérebro, é exatamente como um filme, está longe… não está no nosso coração. Mas quando está no coração, ele atua, funciona. Ele não funciona através do cérebro. No cérebro, ele simplesmente pára, mas no coração, ele funciona. E no coração reside o Espírito. É muito simples, nós somos pessoas que estão vivendo mais com nosso cérebro, não com nosso coração. Mas saibam que estamos na realidade, vejam, King Kong está em pé diante de nós. Você não está vendo um filme, está na realidade.

E na realidade, o coração tem de trabalhar, não o cérebro, porque a realidade acontece somente através do coração, não através do cérebro. Uma vez que você compreenda isso, então você abrirá seu coração, o ampliará: “Agora isso está em meu coração.” Assim, a coisa toda estará tão clara em sua cabeça que você saberá tudo claramente. O que deve ser feito, como reagir, como realizar isso. Se você colocar todo esse conhecimento da Sahaja Yoga em seu coração, antes de mais nada, você terá que ampliar seu coração, senão você não poderá colocar esse oceano lá. E então você vê: “Isto é Sahaja Yoga.” Para Mim, tudo parece ser Sahaja Yoga: comprar esta casa; vir a este lugar, tudo isso é Sahaja Yoga. Eu posso ver claramente. Qualquer coisa que Eu veja, Eu imediatamente conecto isso à Sahaja Yoga: “Isto é Sahaja Yoga.” “Por que é assim?

Isso é por causa da Sahaja Yoga.” “Isto é Sahaja Yoga.” Então, você começa a ver a Sahaja Yoga em todo lugar quando o seu coração sabe o que o seu cérebro sabe. Conheci pessoas que sabem todos os mantras muito bem, tudo muito bem e tudo isso, mas no coração. Então, coloquem isso no coração. Na Sahaja Yoga, o guru não existe através de seu cérebro, mas através de seu coração. Que Deus abençoe a todos. Para o Guru Puja, primeiro, ele lerá isso em voz alta. Vejam agora, esse negócio de “Guru Gita”, Eu nunca dei o Guru Gita a nenhum de vocês para ler. A razão não é que isso não é verdade.

Eles dizem que é verdade. Mas isto foi dito por Shiva a Parvati: o que é um Guru. Mas a razão pela qual Eu não lhes dei isso, é porque todos esses gurus no mercado dizem: “Tudo bem,” “eu sou seu guru e esse é o Guru Gita.” No Guru Gita, está escrito: dê todo o seu dinheiro, todos os seus pertences, todo o seu si, “tana, mana, dana”, seu corpo, sua mente, tudo ao guru e torne-se um tolo estúpido; então eles dão isso a eles. É por isso que Eu não o dei para vocês. Mas hoje, Eu falei sobre ele com Rajesh pela primeira vez, mas isso não significa que devem seguir a maneira que foi descrita por Shiva. Om Twameva Sakshat, Shri Adi Guru Sakshat, Shri Adi Shakti Sakshat, Shri Dakshnamurti, Shri Mataji, Shri Nirmala Devi Namoh Namaha. No Guru Gita, Shri Shiva que é também conhecido como Shri Dakshnamurti, Aquele que está de frente para o Sul, está, a pedido de Shri Parvati, dizendo-Lhe o que é o Guru. Todos vocês conseguem ouvir? … e em voz alta.

Levante isto. E Shri Shiva diz a Shri Parvati no Guru Gita quem é o Guru. E primeiramente, Ele disse que na palavra “Guru” a primeira sílaba, o “Gu”, realça os atributos de maya, enquanto que a segunda sílaba “Ru” destrói a ilusão causada pela maya. Portanto Ele é, antes de mais nada, Aquele que destrói a ilusão que é causada pela maya. Ele também as cria e destrói. Ele sozinho tem essa posição e portanto a posição do Guru é a mais enaltecida e inacessível até mesmo a todos os Deuses e Shri Guru é venerado por todos Eles. Saudações a Shri Guru, que tira aqueles que caíram no oceano do inferno, enquanto está sentado na árvore do mundo mundano. Saudações a Shri Guru, que é Shri Brahmadeva, Shri Vishnu e Shri Shiva e que sozinho é o mais elevado Brahma. Saudações a Shri Guru, que criou todo o conhecimento para o benefício das pessoas, de modo que elas tenham a ponte para cruzar o oceano do mundo mundano. Saudações a Shri Guru, que abre os olhos daqueles que ficaram cegos devido à escuridão da ignorância, ungindo-os com o kajal do conhecimento.

Saudações a Shri Guru, por alcançar a iluminação no mundo. Você é meu Pai, Você é minha Mãe, Você é meu Irmão e Você é meu Deus. Saudações a Shri Guru, que é a Verdade e na luz dessa Verdade, o mundo se manifesta e Você é Aquele que é a Felicidade que encanta este mundo. Saudações a Shri Guru, que é Sat, a pura existência, a Verdade, tendo o conhecimento de que o mundo das variedades de formas e objetos deixa de aparecer como real. Saudações a Shri Guru, cuja Forma é a causa na ação, e que está presente como a causa em toda ação. Saudações a Shri Guru, cuja presença é a causa e as ações em tudo, ao trazer a unidade, Ele traz a coletividade, traz a integração na variedade de formas e objetos. Saudações a Shri Guru, cujos dois Pés de Lótus dissipam o calor da dualidade e nos salvam de todas as calamidades. Saudações a Shri Guru, com a nossa fala, com a nossa mente, com a nossa atenção, com os nossos olhos, pois o Guru é na verdade Shri Shiva e Shakti juntos e cujos dois Pés de Lótus são vermelhos e brancos e resplandecentes. Nós meditamos a Shri Guru na sílaba “Gu” que revela o estado além das três gunas e “Ru” que revela as formas sem forma e que nos concede a forma que está além das três gunas. Nós nos inclinamos novamente e novamente a Shri Guru por destruir através da Realização do Si os karmas que nós acumulamos durante todas as nossas vidas passadas.

Nós nos inclinamos novamente e novamente a Shri Guru, pois não há nenhum principio acima daquele de Shri Guru, não há nenhuma penitência que você possa fazer; pois a penitência mais elevada deve ser feita para alcançar Shri Guru e nenhum conhecimento pode existir além do Princípio que é Shri Guru. Nós nos inclinamos novamente e novamente a Shri Guru, que nos tem revelado a forma do dossel ininterrupto que tem permeado todas as coisas vivas e não vivas. Saudações novamente a Você, a Shri Guru, cujos Pés de Lótus são adornados com diamantes que são os shrutis e os lótus resplandecentes dos Vedas. Saudações a Shri Guru, que espontaneamente desperta em nós todo o Puro Conhecimento. Saudações novamente e novamente e novamente a Shri Guru, que é Chaitanya, eternamente sereno, além da confusão, extremamente puro, além de naad, bindu e kala. A origem da meditação é a forma de Shri Guru. A origem do Puja é os Pés de Lótus de Shri Guru. O primeiro Puja é o Puja dos Pés de Lótus de Shri Guru. O primeiro mantra, a origem do próprio mantra é a fala de Shri Guru. A primeira liberação, a origem de toda liberação acontece somente através da graça de Shri Guru.

Sakshat Shri Mataji, Shri Nirmala Devi Namoh Namaha. Eu acho que todos deveriam vir aqui. Quero dizer, se houver dois líderes também, os dois líderes devem vir. Que Deus os abençoe. O mantra a Ganesha pode ser recitado uma vez. O mantra a Ganesha. O Atharva Sheersh pode ser recitado. Vocês podem recitar o Atharva Sheersh e – uma vez. E todos eles devem lavar – colocar água nos Meus Pés.