Shri Buddha Puja, You must become desireless

Brielpoort Deinze, Deinze (Belgium)


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14 de agosto de 1991, Denize, Bégica Hoje, nós nos reunimos aqui para fazer o puja a Buddha.

Como vocês sabem, Buddha era o filho de um rei. E um dia, Ele ficou chocado ao ver um homem muito pobre, um homem magro, andando na rua, uma pessoa muito infeliz, e Ele se sentiu muito triste em relação a isso. Depois, Ele viu uma pessoa que estava muito doente e prestes a morrer. Depois, Ele viu um homem morto e as pessoas estavam carregando-o para o campo de cremação. Isso tudo O abalou muito e Ele começou a pensar sobre isso e a buscar qual seria a razão para todos esses acontecimentos nos seres humanos. Primeiramente, por que eles se tornam tão miseráveis ou doentes? Ou por que eles morrem de forma tão miserável? A razão, Ele descobriu em Sua busca. Ele deu a volta pelo mundo inteiro, Eu devo dizer, no sentido de que Ele leu os Upanishads, Ele leu… foi a muitos gurus, foi a muitos lugares de educação espiritual, Benares, ele foi em todos os lugares. E por fim, Ele estava sentado debaixo de uma figueira da Índia, quando de repente, Sua Kundalini foi despertada pela Adi Shakti e Ele teve Sua Realização.

Então, Ele compreendeu que a razão para tudo aquilo acontecer é o desejo. Na Sahaja Yoga, nós agora compreendemos que todos os outros desejos não são puros desejos. Primeiramente, seja qual for o desejo realizado, nós não ficamos satisfeitos com ele, é a primeira coisa. E em segundo lugar, todos esses desejos têm uma repercussão. Então, qual é o puro desejo? Isso todos vocês sabem, é a Kundalini. A Kundalini é o poder do puro desejo, que satisfaz o seu puro desejo de ser o Espírito, de ser Buddha, de ser iluminado. Buddha significa a pessoa que é iluminada. Assim, Gautama torna-se… tornou-se Buddha, do mesmo modo que vocês agora se tornaram Sahaja Yogis. Mas porque Ele passou por todas aquelas diferentes penitências, tudo que Ele aprendeu tornou-se parte integrante Dele, mas na Sahaja Yoga, é tudo sahaj.

Assim, nós sempre concluímos tudo: “Isto é, afinal de contas, sahaj.” E quando tentamos realizar qualquer coisa, nós sempre dizemos: “Oh, isso irá dar certo espontaneamente.” “Tudo bem, a Mãe fará tudo por nós.” Essa é uma falha comum na Sahaja Yoga. Portanto, fazer todos vocês passarem por aquele longo processo ou lhes dar a Realização era uma questão diante de Mim. Porque nestes dias de confusão, não pode haver muito tempo para fazer todos vocês passarem pelo que Buddha passou, e Ele era um único indivíduo, Eu tinha que Me dedicar a todos vocês. Isso teria sido muito difícil. Eu não sei quantos teriam suportado isso. A maioria deles teria abandonado no meio do caminho, ou talvez em um quarto do caminho. Assim, isso foi feito de uma maneira sahaj. Vocês não tiveram que se sentar em uma figueira da Índia. Finalmente, vocês obtiveram a sua Realização. A Kundalini de vocês foi despertada e vocês obtiveram a sua iluminação.

Mas essa iluminação que se estabeleceu em Buddha, não está estabilizada em nós porque nossos chakras não estavam purificados do mesmo modo que Ele purificou os chakras Dele. Nós tínhamos o mesmo corpo, a mesma mente e a mesma atitude quando obtivemos a Realização. Do mesmo modo que estávamos olhando para a Casa de Deus, ainda estamos olhando para a Casa de Deus, mas vocês entraram na casa e vocês têm que olhar para fora pelas janelas. Isso vocês esquecem. E embora nós estejamos sentados agora no topo da montanha, fora de todo o congestionamento e de todo o tráfego, ainda assim vocês veem um carro e vocês ficam com medo. Vocês não sabem que estão sentados no topo da montanha, onde a sua Mãe os colocou gentilmente. E é dessa forma que vocês tentam se comportar. Quando Eu recebo informações sobre os Sahaja Yogis, Eu fico bastante impressionada ao ver que eles não sabem que eles são almas realizadas agora. É por isso que Buddha falou do estado “sem desejos”. Isso não é possível antes da Realização, mesmo depois da Realização, Eu acho que é difícil.

Algum tipo de desejo sutil existe e onde vocês têm que trabalhar, vocês não trabalham, dizendo: “Nosso ego ficará bloqueado.” Assim, onde quer que nos convenha, nós trabalhamos daquela maneira, onde quer que nos convenha, nós trabalhamos dessa maneira. A solução para tudo isso é a que Eu descobri por Mim mesma, era esta: isso é um acontecimento coletivo. Uma pessoa que é um indivíduo separado nunca pode superar o ego dela. Uma pessoa individualista não pode superar o ego dela. Aquele que vive individualmente, que quer desfrutar tudo individualmente, nunca pode superar o ego dele, porque não passou por todas aquelas penitências. Ou então, se você é um individualista, então é melhor você passar por todas aquelas penitências e depois voltar. Assim, a solução é limpar todos os nossos chakras, purificar nossa vida no coletivo. E esta é que era a solução do problema de ego. Antigamente, todo mundo trabalhava individualmente. Por exemplo, eles tinham que ir para os Himalaias, ficar com um guru, depois o guru os expulsava.

Depois ele iria a um outro guru, então trabalharia lá, depois ele o expulsaria. Depois na próxima vida, ele nasceria novamente, novamente seria expulso. Por fim, se um guru aceitar, tudo bem, muito bem. Ele é espancado, ele é torturado, é tratado de todas as formas, pendurado de cabeça para baixo. E então por fim, se algum guru ficasse mais próximo de alguém em particular, ele lhe daria a Realização. Essa era a situação. Mas na Sahaja Yoga, a porta está aberta. Qualquer um pode entrar, qualquer um. Pode obter sua Realização. Porque Eu tenho fé na coletividade.

Essa vida coletiva definitivamente lhes dará o que Buddha obteve através de Seus esforços individuais. Mas nesse ponto também, nós falhamos: nós não sabemos como ser coletivos. O individualismo está o tempo todo em volta de nós. De todas as formas, nós consideramos os indivíduos. Onde quer que a coletividade tenha trabalhado, a Sahaja Yoga tem prosperado. E onde quer que ela não tenha trabalhado, tem havido um problema. Assim, é muito importante que olhemos para nós mesmos e verifiquemos por nós mesmos e vejamos o quanto nós somos coletivos. Você desfruta a coletividade ou não? Você está visando a coletividade ou não? Assim que Eu pensei em Cabella, o lugar que vocês viram, Eu pensei: “Eu construirei um pequeno ashram lá,” “próximo ao rio, para vocês.” Imediatamente, as pessoas disseram: “Mãe, tudo bem se nós comprarmos nossas próprias casas aqui?” Imediatamente.

Então, qual é o propósito? E depois eles Me chamarão: “Mãe, por favor venha a minha casa para jantar;” “por favor venha a minha pequena casa para um chá.” Eu não estou interessada. Assim, na Sahaja Yoga, a menos e até que vocês realmente se tornem coletivos em todos os sentidos, vocês não podem ascender e vocês não podem se limpar, vocês não podem se purificar. Este ponto, Ele não disse, mas de certo modo, Ele de fato disse, porque Ele disse: “Buddham sharanam gacchami”. “Primeiro, Eu Me entrego a Minha Realização do Si.” Depois Ele disse: “Dhammam sharanam gacchami”, significa o dharma em mim, “Eu Me entrego a este dharma.” Isto é, espiritualidade. E em terceiro lugar, Ele disse: “Sangham sharanam gacchami”, sangha significa coletividade, “Eu Me entrego à coletividade.” Mas Ele não sabia como dar a Realização em massa naquela época. Então, Ele tinha autoridade sobre discípulos que tinham que raspar suas cabeças, quer você fosse uma rainha ou um rei; que tinham que vestir somente uma roupa, quer você fosse um homem ou uma mulher; que tinham que ter somente uma esteira para dormir em um grande salão. Nenhum marido e esposa, nenhum casamento, nada. E eles tinham que mendigar a comida deles nas vilas e alimentar o guru e também, eles mesmos tinham que comer aquela comida, quer fosse suficiente ou não. Não é assim na Sahaja Yoga.

Tudo é agradável na Sahaja Yoga desde o início e espera-se que vocês sejam pessoas totalmente alegres na Sahaja Yoga. Isso está presente. Mas a alegria da coletividade, se você não sabe como desfrutá-la, então você não pode ascender, porque não há outra saída. Qual é a outra penitência? Para algumas pessoas, até mesmo a coletividade é uma penitência, até que elas comecem a desfrutá-la. E elas são muito problemáticas; “isto não está bom”, muito críticas. Algumas delas ficam no ashram e criticam tudo o tempo todo. “Isto não está bom; eu não gosto disto; eu não gosto daquilo.” Assim, aqui, em plena consciência, quero dizer, você não pode ser hipnotizado. Se você for hipnotizado, então você pode viver de qualquer jeito que você goste. Mas em plena consciência e total compreensão, nós temos que nos tornar coletivos.

Essa é uma das soluções para nossa purificação. Podemos exemplificar assim: vamos supor que Minhas mãos estejam sujas, então Eu vou a uma torneira e descubro que há uma única gota saindo, então Eu não posso lavá-las. Então Eu vou a um outro lugar, não há água. Em um terceiro lugar, Eu descubro que não há nada disponível. Por fim, Eu chego a um lugar onde acho alguma água. Então, Eu Me lavo completamente, porque Eu sei que não posso achá-la em nenhum outro lugar. Mas na Sahaja Yoga, vocês estão imersos na água da coletividade. Se você desfruta essa coletividade e consegue nadar nessa água, então não existe nenhum problema. Buddha, como vocês sabem, está atuando em nosso canal direito, em nosso Agnya. É surpreendente, uma Divindade como Ele, atuar no canal direito.

Primeiro Ele disse que, em relação ao canal direito, vocês devem ser desapegados, sem desejos. Quero dizer, ninguém trabalharia se eles não tivessem nenhum desejo e não tivessem nenhum modo de ganhar dinheiro com isso, quero dizer, no senso comum. Mas vocês têm que trabalhar de um modo sem desejos. Somente então, o canal direito pode ser conquistado, muito simbólico. Normalmente, as pessoas de canal direito são extremamente magras, mas Buddha é muito gordo. Normalmente, as pessoas de canal direito são extremamente sérias, muito sérias, mesmo se você fizer cócegas nelas, elas não rirão. Mas Buddha está rindo o tempo todo com Suas duas mãos deste jeito, regozijando Consigo mesmo. Vejam o contraste. Assim, quando você está trabalhando sem nenhum desejo, somente então, esse estado pode ser alcançado de modo que você ficará o tempo todo rindo. Mas aqueles que acham: “Nós estamos fazendo este trabalho”, com um certo desejo… Quero dizer, algumas pessoas são de nível muito baixo, querem ganhar dinheiro, alguma coisa, isso, aquilo, insensatez – isso continua, mas torna-se ainda mais sutil e cada vez mais sutil.

A medida que você se torna mais sutil, os desejos começam a se tornar cada vez mais sutis. E se você não tomar cuidado, isso simplesmente acontece. Assim, Ele é Aquele que está situado no canal direito, indo para o canal esquerdo. Ele é Aquele que disse: “Você tem que ser sem desejos”, no canal direito. Que contraste. Especialmente no Ocidente, Eu tenho visto pessoas fazendo um pequeno “Huh.” O que eles fizeram? “Eu ergui esta colher.” E com a colher, eles se sentam. E eles ficam surpresos ao ver que Eu não fico cansada. Mas Eu não faço nada. Quero dizer, Eu não tenho desejos.

Na verdade, Eu nunca faço nada. Eu sou simplesmente Nishkriya, Eu simplesmente não estou fazendo nada. Assim, quando vocês se tornam esse instrumento, esse instrumento entregue, quando vocês sabem que não estão fazendo nada, seja o que for, então vocês alcançam a maestria no canal direito. Como vocês alcançam a maestria? Vocês não fazem nada, certo? Você vai a qualquer loja e ganha um grande prêmio, sem fazer nada. Você não deseja nada e de repente, você acha o que você nunca pensou, está diante de você, lá, acomodado lá, disponível para você, apenas pegue-o. Assim, com o desejo de alcançar alguma coisa, quando você o realiza, isso também tem uma reação. Toda ação tem uma reação. Mas a ação sem desejo não pode ter uma reação, porque já não há nenhum desejo.

Vamos supor, vamos supor… que Eu Me perca em algum lugar no caminho. Então, Eu nunca vou ficar aborrecida com isso, porque, talvez, Eu tivesse que estar lá. Vamos supor que Eu queira, de certa forma, Eu tenha que comprar um, digamos por exemplo, um castelo, tome isso como exemplo. Então, as pessoas ficam… Eu tenho que comprar, vejam, isso é diferente de desejar. Quero dizer, isso também veio em Minha atenção de repente, Eu somente disse: “Eu tenho que morar na Itália,” “então preciso comprar uma casa.” Eles Me mostraram um castelo, e isso terminou sendo inútil. Tudo bem, não importa. Então com o segundo castelo, todo mundo ficou apegado. “A Senhora tem que comprar este, a qualquer custo”, estas coisas. Eu, por alguma razão, não gostei muito do lugar, mas Eu disse: “Tudo bem, deixem que o desejo deles seja satisfeito.” Então aconteceu deles todos ficarem desabrigados e eles tiveram que comprar um outro que eles não queriam comprar. E Eu fiquei muito feliz com isso, porque Eu não desejei nada, e isso se mostrou ser o melhor.

A razão é que tudo que for o melhor acontece Comigo. Assim, seja o que for que aconteça Comigo, Eu sei que é o melhor, é tudo para o Meu bem, é para o bem da Sahaja Yoga. Agora, qualquer um critica a Sahaja Yoga. Isso é muito, muito bom, excelente. Como na Índia, antes de tudo, havia uma revista onde Rajneesh usava alguém para falar contra Mim. Mas aquela senhora tinha roubado algumas fotografias Minhas e tinha dado as fotografias também, e todo mundo em Minha família ficou furioso, Meus irmãos, Meu marido, eles queriam processar o jornal. Eu disse: “Eu não gosto dessa ideia” “de processar o jornal ou qualquer coisa assim.” Assim, quando tivemos o primeiro programa em Delhi, estava tão lotado que Eu não pude nem mesmo colocar o Meu carro lá dentro. Então, Eu tive que… Quero dizer, o lado de fora também estava lotado e eles tiveram que colocar alto-falantes fora do auditório. E Eu perguntei para as pessoas o que aconteceu para elas estarem aqui. Elas disseram: “Nós vimos Suas fotografias” “na revista Illustrated Weekly” “e nós ficamos muito impressionados.” Eles não leram nada, nem uma palavra, e eles todos estavam lá.

Um deles era Harsh e muitos deles vieram de lá, apenas vendo a fotografia. Assim, se ela roubou a fotografia, isso foi para o nosso bem, e isso… Quero dizer, normalmente, nós teríamos pago muito caro para publicar alguma coisa, sem pagar nada, isso estava lá. E depois, aquelas pessoas, vejam, as pessoas de Minha família, elas viram que essa revista foi fechada por seis meses e eles tiveram um prejuízo terrível. Eu não desejei isso também. Quando você está sem desejos, você é feliz, porque você nunca fica desapontado, você nunca fica nervoso. Assim, ser sem desejos não significa que você se torne algo absurdo ou asceta ou qualquer coisa assim, mas você não tem expectativa de nada. “Se eu fizer deste jeito, então isto acontecerá;” “se eu fizer deste jeito, aquilo…” Não se preocupe, faça o que você quer fazer. Uma coisa você deve saber: nada de ruim pode acontecer a você, e se alguma coisa ruim está acontecendo, então há alguma coisa errada com você. Eu lhes contarei outra coisa. Desta vez, pela primeira vez, Eu Me senti um pouco mal, um pouquinho, não muito.

Então eles disseram: “A Senhora não pode sair de casa de forma alguma.” “A senhora não pode sair porque está chovendo” “e terá artrite.” Eu nunca contraio nada assim, mas não importa. Então, Me fizeram ficar em casa e Eu escrevi este livro. Foi bom Eu não estar bem. Senão, eles teriam dito: “Venha aqui, venha.” Toda a Minha família estava lá por causa de um feriado. Graças a Deus. Eu tive esses quatro ou cinco dias e Eu escrevi este livro. Portanto, tire o melhor proveito de todos os desapontamentos. Se há um desapontamento, apenas sorria disso e saiba que é para o seu bem, para descobrir algo novo, descobrir algo melhor. Mas o condicionamento é tão forte. É por isso que Eu digo: “Fique no coletivo.” Agora, por exemplo, nós temos indianos, nós temos franceses, nós temos este, aquele e tudo mais.

Todos os condicionamentos deles estão em volta deles, ainda. Para os indianos, tem que haver comida indiana, onde quer que eles forem. É uma situação muito difícil. Nesse aspecto, vocês são melhores, vocês comem qualquer tipo de… vocês comem até mesmo comida indiana ruim. Eu mesma não gosto muito de comida indiana, não é muito nutritiva. É mais saborosa, mas não é nutritiva. Mas vocês não se importam de comer qualquer comida, seja qual for. Essa é uma coisa boa em relação a vocês, mas os seus desejos são outros, um pouco diferentes, os quais vocês conhecem muito bem, Eu não preciso lhes dizer. Por exemplo, Eu disse para as mulheres não levarem muitos cosméticos e coisas pesadas com elas, mas não importa quando elas vêm, os homens quebram as mãos deles erguendo as malas enormes delas. Agora, Eu não estou dizendo que vocês devem andar por aí de uma maneira não tão decente, mas para isso, mantenham o mínimo.

Ou então, há uma competição com um líder, sempre, alguém estará lá. Mas no Ocidente, o que Eu acho é que não é tanto por comida, mas por casa. Mesmo na Índia, se você se casar com uma indiana, ela tentará – ou uma grega, uma esposa grega também – ela tentará manter o marido para ela, é uma coisa comum, Eu tenho visto isso. Elas têm algo semelhante às indianas e elas estragarão a ascensão do marido e delas também. É um fato. E muito dominadoras. As mulheres indianas não serão dominadoras, mas elas tentarão controlar o marido delas, ter uma outra casa delas mesmas. Mas elas não sabem… Os indianos não conhecem a coletividade, eles são muito individualistas. Agora, com a Sahaja Yoga, é claro, eles estão aprendendo gradualmente como serem uns com os outros. Além disso, culturalmente, algumas pessoas são diferentes, então elas não abrem mão da própria cultura.

É claro, tudo que for bom em qualquer cultura deve ser acolhido, porque tudo que for cultura universal está na Sahaja Yoga. Mas há tantas coisas onde nós simplesmente vacilamos por causa de nossos condicionamentos. E é por isso que na mesma época, nós tivemos outra grande encarnação, a de Mahavira, que ressaltou quais são as punições para as pessoas que são condescendentes com seus condicionamentos. Quero dizer, Ele falou sobre coisas horríveis. O que acontecerá com as pessoas, se elas tiverem os condicionamentos delas; onde elas terminarão; qual será a situação delas; que tipo de inferno elas terão, isso foi descrito. Coisas horríveis. É claro, Eu não vou falar sobre isso hoje. Mas a coisa comum em relação a Ele e a todos os Seus contemporâneos, como Buddha, Kabira e todas essas pessoas, era uma coisa comum que surgiu, que Eles – não tanto Kabira quanto Buddha – que é melhor nem mesmo falar sobre Deus, mas falar sobre o abstrato, sobre o sem forma. Porque a pior situação naquela época era que, uma vez que eles começassem a venerar alguma divindade ou qualquer coisa, eles se tornavam escravos por completo disso. Como Maomé também disse… Ele falou de nirakar.

Mas esses dois foram ainda mais longe do que isso, e Eles disseram: “Não há nenhum Deus, é melhor não falar de Deus nesse momento,” “é melhor obterem a sua Realização do Si.” Eu fiz o mesmo no começo. Eu disse: “Obtenham a sua Realização do Si.” Porque qualquer um pode começar a falar, “eu sou Deus.” Assim, Eles nunca falaram sobre Deus, de forma alguma, e Eles o tempo todo disseram: “Não há nenhum Deus, mas é o seu Si.” Eles na verdade proibiram – Eles eram chamados de Nirishwaras, Nirishwarwad não acreditavam – ambos não acreditavam em Deus, mas sim na Realização do Si. Eles sabiam que Eu tinha que vir e falar para vocês sobre isso. Assim, Buddha falou sobre o futuro Buddha, que é Maitreya. “Ma” é Mãe, que está em três formas: Mahakali, Mahalakshmi e Mahasaraswati. Qualquer budista, se você perguntar-lhe sobre Maitreya, ele obtém a Realização dele naquele momento. Assim, Ele falou de Maitreya, porque Ele sabia que quando Maitreya viesse, Ela teria que falar às pessoas sobre Ishwara. De acordo com Eles, as pessoas não tinham alcançado esse estágio em que você poderia lhes falar sobre Ishwara. Então, Eles disseram que não há nenhum Deus, apenas para salientar a Realização do Si, Atmagyan, o conhecimento sobre o seu Si, a Realização do Si. E os primeiros budistas, Me disseram… É claro, eles eram bhikshukas, eles eram ascetas, mas eles tinham a experiência da brisa fresca do Espírito Santo, exatamente como os gnósticos, Eu acho, mas eles eram muito poucos.

Eles não eram tantos como vocês são, mas no que se refere à qualidade, eles eram muito elevados, porque todos eles passaram por essas terríveis penitências. Assim, no que se refere à qualidade, eles eram muito elevados e por causa da diferença entre eles e os outros, no que se refere à qualidade, a diferença era tanta, que eles não conseguiam impressionar os outros e então isso simplesmente extinguiu, Eu diria. Mas ainda assim, nós tínhamos o Zen, onde Vidditama, um outro discípulo de Cristo teve receptividade… de Buddha, teve receptividade e o Tao. Esses dois são os que estão expressando os ideais de Buddha sobre a Sahaja Yoga. Tao não é nada além do que a Sahaja Yoga. Tao significa como, como isso funciona, e o sistema Zen, Zen significa dhyana (meditação). Assim, eles também acreditavam na elevação da Kundalini. Eles não bateram, naquela época, na coluna vertebral de ninguém, mas mais tarde, eles começaram a bater na coluna vertebral das pessoas com uma vara, para colocá-las em dhyana. Assim, Tao e Zen, ambos são ramificações do mesmo Budismo, no sentido verdadeiro da palavra, Eu diria, da ascensão deles sem falar sobre Ishwara, sobre Deus, mas os objetivos eram os mesmos, tornar-se Buddha, mas eles também se extinguiram. Eu Me encontrei com o líder do Zen, que veio Me ver para se curar.

Eu lhe perguntei, Eu disse: “Como é que você pode ser o líder, você não é nem mesmo um kashayapa?” Kashayapa é aquele que é uma alma realizada. Então ele Me disse, confessou para Mim que eles tinham somente 26 kashayapas ao todo e somente depois do século VI, isso começou, e existiam muito poucos e isso tinha se extinguido. Isso quer dizer: como vocês são afortunados por serem todos almas realizadas. Assim, a nossa figueira é a coletividade. Nós temos que fazer de nós mesmos seres mais sutis, estarmos unificados com o coletivo, e isso é muito gratificante, muito belo. Aqueles que não conseguem fazer isso, não conseguem progredir na Sahaja Yoga. Eles são problemáticos e criam problemas e perturbam todo mundo. A atenção deles é ruim e ninguém sabe como eles se mantêm. Assim, a mensagem de Buddha é, naturalmente, não desenvolver o ego. Mas como você faz isso?

Antes de mais nada, seja o que for que esteja fazendo, você deve dizer: “Eu não estou fazendo isso,” “é a Mãe que está fazendo isso” ou “Deus é quem está fazendo isso,” “eu não estou fazendo nada.” Mas se você acha que está fazendo alguma coisa para a Sahaja Yoga, é melhor parar de fazê-lo. Mas você deve dizer: “Não, isso veio ao meu encontro,” “eu apenas… eu não fiz nada. Eu apenas estava lá,” “só isso.” Então você alcançou algo considerável. E a segunda coisa é sobre o desejo. Mesmo o desejo de qualquer coisa, da menor coisa ou da maior coisa, ou mesmo amando seus filhos, amando sua esposa, este “meu, é meu”, todas essas coisas, todos esses desejos, se eles não são satisfeitos, você se sente frustrado, então você deve saber que há algo errado com você. Mas se você compreende o senso de coletividade, então você pode ascender muito rápido. Eu diria que os indianos são extremamente religiosos, pessoas disciplinadas, de certo modo, mas está faltando neles a coletividade. Se eles puderem aproximar-se da coletividade, eles poderão expandir. A única nação que Eu achei muito boa, foi a Rússia. Por causa do Comunismo, eles são coletivos e sem desejos, porque todos os desejos deles foram satisfeitos pelas ideias comunistas, não restou a eles nenhuma escolha, e também, eles eram coletivos.

De certo modo, o Comunismo foi conveniente para o povo, não para o governo. Enquanto por outro lado, a Democracia foi conveniente para o governo ganhar dinheiro, mas o povo tem sofrido. Assim, nós somos pessoas que não têm sido capazes de saber sobre a coletividade. Portanto, Eu diria que a coletividade se desenvolve mais rápido no Ocidente, sem dúvida, muito mais rápido, mas ser sem desejos, o estado de sem desejos é menor. Assim, é como se alguém tivesse os dentes e outra pessoa tivesse a comida, mais ou menos isso. Se pudermos observar como nós somos e tentar compreender que ou temos esse problema ou aquele problema; se vocês pudessem de uma forma ou de outra simplesmente neutralizar esse problema unilateral, vocês conseguiriam estar lá, porque se você resolve um, você pode ir para o outro, de lá para cá. Mas apenas mantenha-se no centro e veja por você mesmo: “Quais são os meus desejos?” Enumere-os um a um. Quero dizer, se Eu tiver que pensar: “Qual é o Meu desejo”, Eu fico sem pensamentos, realmente, Minha posição é horrível. Se Eu tiver que pensar: “O que Eu devo desejar agora”, Eu fico sem pensamentos. Eu estava… algumas vezes, Eu disse: “Eu desenvolverei um ego.” Eu não sei de onde começar.

Deve haver algum ego, afinal, todo mundo tem, então, por que não Eu? Eu não sei como começar isso. Então, nós também temos esses condicionamentos de desenvolver essa coisa horrível chamada “culpa”. Quero dizer, este “eu”, é um outro… Na época de Buddha, ninguém tinha esse problema, Eu acho. Esta é uma técnica moderna: sentir-se culpado. Há um certo tipo de modernismo nisso, porque Eu não sei como isso acontece. E esse modernismo dessa coisa horrível chamada “culpa” é algo que realmente veio ao Meu destino para ser limpo, não na época de Buddha, Ele nunca teve isso. Senão, Ele teria pavimentado o caminho para Mim, mas Ele não fez isso. Ele deixou isso para Eu limpar o Vishuddhi Esquerdo de vocês e o Meu também, o tempo todo Me causando dor aqui. Assim, essa coisa horrível – especialmente na mente ocidental, os indianos não sentem culpa, nada – mas isso tem que ser superado.

Como vocês sabem, Buddha e Mahavira, ambos dão suporte ao Agnya. Assim, se você tiver que ter um Agnya Chakra bem claro, então por um lado, você deve ser sem desejos, você deve perdoar, Ksham. Ksham é o bija mantra, é para perdoar; é o bija mantra do canal direito. Ksham, “eu perdoo”. E no canal esquerdo é “Ham”. Por exemplo, o sujeito de canal esquerdo sempre acha: “Oh eu não sou bom.” Para isso, ele tem que dizer: “Não, eu sou bom.” Ham, “eu sou”. Então, Ham e Ksham, esses são dois bija mantras que temos que recitar. É claro, se você recitá-los, eles atuarão, porque, afinal de contas, agora os seus pranas se tornaram pranavas, sua respiração se tornou iluminada, mas bastante fraca, Eu devo dizer, mas não importa. Os seus mantras podem atuar. Vocês devem usar esses dois bija mantras para limpar o Agnya de vocês.

Mas Mahavira tem uma solução para isso. Depois da Realização, se você bloquear o seu Agnya, você tem uma terrível dor de cabeça. Esse é o estilo de Mahavira. Você faz qualquer coisa errada, você tem uma punição; você cede ao desejo de fazer qualquer coisa, você é punido; você vai contra a Sahaja Yoga, você é punido. Eu não estou fazendo nada, é Mahavira trabalhando simultaneamente. Se você tentar ser esperto demais, você é superado em esperteza. Assim, essas duas forças estão trabalhando do direito para o esquerdo, do esquerdo para o direito. Se você exagera no direito, então o esquerdo dá uma pancada forte em você. Se você exagera no esquerdo, então o direito dá uma pancada forte em você. Ambos são como, realmente como ataques pelas duas extremidades.

Um diz “não tenha desejos.” Tudo bem, você tem desejo – é punido, neste lado. Por exemplo, algumas pessoas dizem: “Eu preciso ter filhos,” “eu preciso ter filhos.” Você lhes dá filhos, eles dizem: “Mãe, por que a Senhora me deu essa criança horrível,” “ela é uma criatura horrível.” Então alguém diz: “Mãe, me arruma uma senhora, digamos, de Maharashtra.” Recentemente, houve um caso assim. Ela estava perturbando muito: “Mãe, me arruma uma senhora de Maharashtra.” E um tipo verdadeiramente especial veio para punir. Eles disseram: “Nunca mais de Maharashtra.” E ela era realmente… Eu nunca ouvi falar de uma mulher assim em Maharashtra. Horrível. Porque ela estava insistindo nisso, então ela teve isso. E ela disse: “Nunca mais de Maharashtra, baarpre baap.” “Não, não”, Eu disse, “todo mundo é excelente.” “Esse foi um caso excepcional, veio apenas para punir você.” Assim, ter quaisquer desejos… Se você cruzar um certo limite, você é punido, e isso é feito por Mahavira. De uma forma pequena ou de uma forma grande. Por exemplo, havia um menininho que veio à Londres, muito pomposo, e ele queria comprar alguma coisa para ele.

E o levei a uma loja comum e havia um casaco munto bom, totalmente de algodão e tudo mais. Ele não queria comprar. “Eu quero ir para uma grande loja.” Eu disse: “Tudo bem.” Então Eu disse: “Eu não vou.” Eu mandei o pai dele. E ele voltou com um casaco sintético daquela loja sem saber que era sintético, porque ele não levaria alguma coisa de uma loja comum. Então, na loja grande, muito agradavelmente, eles pagaram um preço alto e levaram aquilo. A cada minuto, os Sahaja Yogis devem saber que há um Mahavira sentado em volta. Também Buddha está presente, que dá a vocês um sinal: “Não faça isso. Não deseje tanto.” Ele coloca limitações para você, mas se você não escuta, então tudo bem, Mahavira está lá para corrigi-lo. Ele vai até um ponto, então você tem dores de cabeça, depois você diz: “Mãe, porque eu tive dores de cabeça?” Você pediu isso. É um mecanismo tão automático que nós temos que tomar muito cuidado como Sahaja Yogis.

Assim, a compreensão atual deve ser: nós todos devemos nos tornar coletivos a partir de dentro. Nós não devemos guardar rancor ou nos queixar de tudo e devemos desfrutar a coletividade. Mas o segundo aspecto da coletividade é este: não tente explorar a coletividade, senão você estará em dificuldades. Por exemplo, Eu tenho visto que algumas pessoas não sabem como usar os banheiros. Quando você é coletivo, você tem que respeitar a coletividade dos outros. Por sua presença, uma outra pessoa não deve, de forma alguma, sofrer, ou se sentir de qualquer forma insultada ou incomodada. Portanto, quando vocês estiverem no coletivo, deve ser de tal forma que a outra pessoa regozije a companhia de vocês, regozije a sua presença lá. Isso é algo em que não há nenhum problema. Mas se você fica exigindo e pedindo coisas, e você acha que não há limite para você mesmo, você não pode ser, de forma alguma, coletivo, não há nenhuma possibilidade, mas você sofrerá por causa disso, automaticamente, você sofrerá. Se isso for percebido e compreendido adequadamente, o seu Agnya estará resolvido.

Por exemplo, a raiva. Há pessoas que estão sempre se vangloriando: “Eu estou muito zangado” “com ele.” Vangloriando. Mas simplesmente transforme essa raiva em perdão e você compreenderá a pessoa, ao invés de você ficar se metendo em confusões, ela se meterá em confusões. A raiva irá aborrecer você, mas o perdão irá aborrecer a outra pessoa, automaticamente. Esta é a maior arma que você obteve: perdoar. E isso é mostrado no caráter de Buddha do início ao fim. E isso lhe dará auto-respeito, de tal maneira que você não ficará incomodado com nada, veja. Assim como um navio tem que estar em condições de navegar. Se você coloca o navio no mar e ele quebra, para que serve construir um navio? Para que serve um Sahaja Yogi que fica incomodado a cada momento?

Você tem que ser “navegável”, e se você for navegável, nada pode incomodá-lo. Tudo bem. O elefante está andando e os cachorros estão latindo. Tudo bem, deixe-os latirem. O que importa? O elefante olha para este lado, deste jeito, algumas vezes pega água e os abençoa com água. “Tudo bem, acalmem-se.” “Desse modo, suas cabeças esfriarão.” Isso lhe dará auto-estima e você saberá o que você é: muito mais elevado do que os outros. E isso é o que acontece. Como se livrar do seu ego, que é um problema muito, muito grande de acordo com vocês: “Mãe, como nos livramos do ego.” Pode ser dito ao ego: “Vá embora.” Quando esse “eu-ismo” vai embora, o Si se eleva. O que há para se sentir ferido?

O que há para se sentir mal? O que há para ferir os outros? Han (sim), tudo bem, você foi enganado, muito bem, pelo menos você não enganou ninguém, fique feliz com isso. Mas quando você está sem ego, significa que você se entregou, ninguém pode enganá-lo. Vocês conseguem compreender isso? Ninguém pode enganá-lo, porque há uma força mais elevada, que está cuidando de você. É desse modo que devemos compreender Buddha. Isto é… Nós devemos conhecer nossas qualidades de Buddha. É desse modo que o nosso ego pode ser dissolvido. Quando você diz: “Mãe, nós nos entregamos à Senhora”, isso simplesmente significa que você deu a esse ego horrível umas férias completas, significa isso.

É desse modo que esse ego desaparece. Eu acho que todo o seu, o seu… Exatamente agora, os seus Agnyas estão abertos, na maioria de vocês, de algum modo. E então, vocês rirão de tudo. Vocês zombarão de si mesmos; simplesmente regozijem tudo. Que Deus os abençoe.