Shri Buddha Puja, The Search for the Absolute

(England)


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Shri Buddha Puja. Shudy Camps, near Cambridge (England). 31 May 1992.

Hoje nós nos reunimos aqui… para fazer o Puja a Shri Buddha.

Eu não sei quantos de vocês leram sobre a vida de Buddha… e como, por fim, Ele alcançou Sua iluminação. Eu não sei quantos de vocês realmente… observaram os budistas… ou os conheceram, aqueles que chamam a si mesmos de budistas. Como em toda religião, todos eles se perderam em algum tipo de fundamentalismo, porque nenhum deles obteve a Realização. E é por isso que todos estabeleceram seus próprios estilos… de religião, até mesmo, vocês podem dizer… que o Tao de Lao-Tsé também, ou o Zen de Vidditama, todos eles são… frutos da mesma coisa. Nós temos de ver como… Ele primeiramente percebeu que… uma pessoa tem de buscar algo além da vida, uma vez que ficamos muito satisfeitos com o que quer que tenhamos, porque Ele era um filho de rei, Ele tinha uma esposa muito boa, tinha um filho… e naturalmente, qualquer um nessa situação ficaria muito satisfeito. Mas Ele um dia viu um homem muito doente, Ele viu um mendigo e também viu um homem morto… e todos chorando por causa daquela pessoa morta. Ele não conseguia entender como essa tristeza surgiu… e qual é a necessidade de ter essa tristeza. Então Ele abandonou Sua família, Ele abandonou os luxos de Sua vida, Ele abandonou tudo, e foi em busca da verdade, assim como muitos de vocês fizeram. Ele teria ficado perdido também, Eu diria, porque Ele leu todos os Upanishadas, e leu todos os livros que eram possíveis, para Ele dizer o que é a verdade. Mas Ele não conseguiu obter nada.

Ele adotou uma sanyasa completa, no sentido… do que se refere a comida, do que se refere a diversão, Ele desistiu de tudo. E por fim, Ele estava debaixo de uma figueira da índia… e de repente… a Adi Shakti Lhe deu a Realização, porque Ele era tão verdadeiro e era… um dos escolhidos… para um lugar especial no Virata. Ele tinha de alcançar isso. Claro, não preciso lhes falar sobre as vidas anteriores Dele, talvez em muitas de Minhas palestras, Eu já tenha falado sobre isso, o que Ele foi em sua vida anterior… e como Ele alcançou Sua própria iluminação. Mas o que temos de observar de Sua vida é que… Ele descobriu e constatou… que o desejo é a razão, o desejo é a razão de todos os sofrimentos. Mas Ele não sabia qual era o verdadeiro desejo. Qual era o puro desejo. Qual era o puro desejo. E foi desse modo que Ele não pôde explicar às pessoas… que elas tinham de alcançar o despertar delas através da Kundalini. Como Ele tinha seguido… uma vida tão ascética, isso tornou-se o código para os budistas.

Outro dia, Eu estava lendo sobre Buddha quando estava na Tailândia… e fiquei surpresa ao ver que… os bhikkus, quero dizer, bhikku é… na realidade em Sânscrito, significa bhikshyus, é aquele que pede esmolas, ou um mendigo, você pode chamá-lo, mas um mendigo religioso. Assim, Ele costumava levar milhares de pessoas com Ele, pelo menos mil, no mínimo, de pés descalços, sem nenhuma… provisão de comida, sem nenhum preparativo para se acomodar, nada, e eles deviam raspar suas cabeças completamente, sem bigodes, sem cabelos no corpo de forma alguma. Além disso, eles deviam vestir somente uma roupa. Um traje longo que eles tinham de amarrar deste jeito… e se cobrirem, quer fosse uma estação fria… ou uma estação quente, o que quer que fosse. Não lhes era permitido cantar ou dançar, ou se divertirem, com nada. E a comida era somente angariada… da vila, seja qual for que eles visitassem, seja o que for que obtivessem, era o mínimo. Seja o que for que conseguissem, era cozinhado para eles… e eles ofereciam ao seu guru primeiro, e depois comiam aquela comida. Imaginem mil pessoas viajando desse jeito, de pés descalços, no calor causticante… ou na… lama, ou na chuva. Eles caminhavam em todas as estações, abandonando todos os seus relacionamentos familiares. Mesmo se o marido e a esposa, ambos se juntassem à sangha, então eles não deviam viver como marido e mulher.

Assim, desistir de todos os outros desejos físicos, desejos mentais, desejos emocionais, era a forma que eles tentavam seguir, porque Ele disse que o desejo cria isso. Mas se vocês virem os budistas, eles fazem todas essas coisas. Vocês ficarão impressionados, mesmo se for um rei, ele faz isso. E muitos reis se juntaram naquela época, um deles foi Ashoka, da Índia. Ele vestiu-se daquele jeito, tornou-se daquele jeito, ele começou a viajar da mesma maneira… e tentou levar uma vida completamente ascética. Era uma vida muito difícil e eles achavam… que fazendo tudo aquilo, eles alcançariam a Realização. Dizem que dois dos discípulos Dele de fato alcançaram, os nomes deles eram Moggallana e Sariputta. Essas duas pessoas obtiveram a Realização. Mas a coisa toda era uma vida totalmente… seca e insípida, não havia nenhuma diversão nela, nenhuma criança era permitida, nenhuma vida familiar era permitida. Então ela tornou-se muito reclusa, muito severa, Eu posso dizer, uma vida muito seca.

Embora fosse chamada de sangha, significa coletividade, mas naquela coletividade… não havia nenhum relacionamento próximo assim, porque eles não deviam falar muito, eles não deviam… discutir sobre qualquer coisa, digamos, política… ou economia ou qualquer coisa. Eles só podiam falar sobre meditação, sobre alcançar a mais elevada vida. Portanto, vocês podem imaginar… que tipo de vida eles tinham de levar… para tornarem-se iluminados. E essa ideia continuou em muitas… religiões, especialmente, isso então começou a fazer as pessoas… tirarem dinheiro dos chefes de família, dizendo que você tem de abandonar tudo. É claro, na época de Buddha também, eles tinham de abandonar tudo e juntar-se a sangha, mas aqui isso foi um esforço genuíno de Buddha… para levá-los à iluminação, torná-los pessoas que eram… conhecedoras profundas das realidades absolutas. Mas isso não aconteceu, e essa é a razão pela qual… nós constatamos que os budistas entraram… em diferentes tipos de Budismo estranho. Por exemplo, agora, nós temos um Budismo, digamos no Japão, onde não era permitido matar nenhum animal. Então eles disseram: “Tudo bem, não estamos matando nenhum animal,” mas podemos comer animais mortos. Eles descobriram uma solução a partir disso. Depois também, então eles podem, eles podiam matar seres humanos, “porque não é permitido matar animais, mas podemos matar seres humanos.”

Então os japoneses tornaram-se peritos em matar seres humanos. Como as pessoas acham brechas, vocês podem ver isso muito claramente. Depois o segundo tipo de Budismo surgiu, onde Lao-Tsé ensinou sobre o Tao. Mas Tao na verdade é – Ele foi o único que começou a falar sobre a Kundalini. Tao é a Kundalini. Mas isso era demais para aquelas pessoas. Elas simplesmente não conseguiam entender sobre o que Ele estava falando. Mas o modo como Ele se expressou nas pinturas… e em outras coisas, apenas para desviar… daquele tipo de Budismo severo. Mas de algum modo, apesar disso, o Tao nunca assimilou as próprias raízes, e Eu encontrei pessoas que seguem o Tao… e certamente você não compreende… como essas pessoas estão seguindo… o caminho da Kundalini. Há um rio chamado Yangtze, por meio do qual, quando você viaja, você descobre uma variedade de coisas.

A cada cinco minutos, o cenário muda, ou as belas montanhas tomam uma outra forma, e você tem muitas cachoeiras e é muito interessante. Isso é a Kundalini. Tao é esse rio. Mas é dito que você não deve desviar sua atenção… para essas tentações que são externas. Você deve vê-las, mas mova-se. E isso é que é o Tao, o qual Ele introduziu, mas eles se perderam porque começaram a pintar todas aquelas coisas… e fazer todos os tipos de coisas, mais na arte. Basicamente, Buddha nunca pensou em nenhuma arte, Ele nunca quis ter nenhuma arte… e Ele não quis fazer nada com a arte. Ele disse: “Mas a única coisa é que…” “você tem de fazer introspecção e ir para dentro, e aprofundar-se,” “e descobrir qual é a verdade absoluta.” Então, a coisa toda começou a desviar-se desse jeito. Depois esse… sistema Zen foi a mesma coisa, do mesmo modo misturado com a Kundalini, o qual Vidditama, um de Seus grandes discípulos, foi quem iniciou no Japão.

Agora, o sistema Zen é… este em que eles costumavam colocar, quero dizer, algumas vezes… bater também nas costas da – o que vocês chamam – medula espinal, nos chakras… e tentavam elevar a Kundalini, todos os tipos de coisas horríveis. No sistema Zen, eles desenvolveram métodos muito severos… de elevar a Kundalini. Isso foi a tal extremo que… Eu encontrei pessoas que tinham quebrado a medula espinal delas, então a Kundalini nunca se elevará aconteça o que acontecer, se a medula espinal – por favor preste atenção aqui. Uma mulher sai então a atenção vai para fora. Quero dizer, se sua atenção é tão pobre – por favor preste atenção aqui, você não compreende isso? Se uma pessoa sai, sua atenção não deve ir embora… e por favor, não entre para perturbar. Vejam, o problema é que devemos entender… que nossa atenção tem de ser firme, constante. Se alguma mulher sair e sua atenção mover-se para fora, então compreenda que você tem de meditar mais. Por favor, mantenha sua atenção. Assim agora, então esse Zen de Vidditama… também tomou uma forma bem diferente.

Eu Me encontrei com o líder do sistema Zen Vidditama, e fiquei… surpresa porque – eles Me chamaram porque ele estava muito doente, então eles disseram: “Mãe, por favor ajude-o a se curar.” Mas Eu descobri que ele não era, de forma alguma, uma alma realizada, e não sabia nada sobre a Kundalini. Então Eu disse: “Como você é o líder?” “Como é que você tornou-se o líder quando você não sabe” “o significado da Kundalini?” Então ele disse: “O que é a Kundalini?” Ele não conseguia entender nada. Eu disse: “O que é o Zen?” Zen é meditar, dhyana. Eu disse: “Tudo bem, mas e quanto a isso?” Sim, sim, existe.

Quero dizer, ele era tão confuso. Então Eu perguntei para ele: “Você não é uma alma realizada,” “então como é que você é o líder?” Ele disse: “Nós não tivemos nenhuma alma realizada” “por enquanto, por eras.” “Somente por seis séculos, nós tivemos alguns kashayapas,” eles os chamam de kashayapas. “E depois disso, não tivemos nenhuma alma realizada de forma alguma.” Portanto, apenas pensem, sob quais circunstâncias vocês obtiveram sua Realização. Sem sacrificar nada, sem abandonar nada, sem praticar nenhuma dessas… tapasyas, penitências. Porque Buddha é Tapa. Estas três Divindades em seu Agnya Chakra: Cristo, Mahavira e Buddha. Três Deles são Tapa.

Tapa significa penitência. Você tem de fazer penitência. E penitência agora, na Sahaja Yoga, não significa que você abandone sua esposa… ou seu marido, abandone seus filhos, abandone sua família. Mas aqui, Tapa significa meditação. E para a meditação, você deve saber quando se levantar, isso deve ser a coisa mais importante para um Sahaja Yogi. O resto das coisas automaticamente funcionarão, e você compreenderá. Para desenvolver sua profundidade, você tem de meditar, é uma coisa absolutamente simples. Você não tem de raspar sua cabeça, você não tem de passar fome, você não tem de andar de pés descalços, você pode cantar, você pode dançar, quero dizer, você pode se divertir com a música. Lá, não lhe é permitido nem mesmo ver uma peça teatral, ou um jogo, ou qualquer coisa assim. Quero dizer, são tantas coisas que se você visse a lista, você ficaria realmente louco, como as pessoas podiam viver?

Mas havia milhares de pessoas com Ele, que ficavam viajando com Ele e… elas se tornaram muito pobres, elas ficavam vestindo somente farrapos. Por fim, um grande… comerciante estava passando… e ele os viu e pensou: “Que pessoas pobres elas são, apenas mendigos.” “Só Deus sabe, eles são leprosos ou o que eles são?” E ele teve uma grande compaixão por eles. E ele lhes deu alguma comida… e tudo mais, e ele ainda não sabia que aquilo era o Tagata, significa que era Buddha que estava passando. Assim, a questão principal de Buddha, Buddha propriamente dito significa boddh, de boddha, e boddh significa… conhecer a realidade em seu sistema nervoso central, é o boddha. Todos vocês se tornaram Buddhas agora, sem abandonar nada… porque seja o que for que Ele abandonou era tudo insensatez. Era um mito. Se era um mito, de que adianta abandonar o mito? O que importa se você ouvir música?

O que importa se você dançar? Não importa de forma alguma. Mas essas ideias penetraram tão profundamente nessas pessoas… que você realmente sente muita pena e muita compaixão, observem-nos, onde eles estão se perdendo? Eles não comem, eles comem somente de vez em quando e… ficam passando fome, eles realmente parecem piores do que tuberculosos. Mas enquanto vocês se parecem realmente com rosas, todos vocês belamente estão desfrutando a vida e tudo está lá. Mas ainda assim, a pessoa deve saber que… temos de ter esse princípio de Buddha dentro de nós mesmos. E qual é esse princípio de Buddha? É que temos de fazer tapa. Tapa não significa – Eu não digo – que vocês passem fome. Mas também, se você tem muito interesse em comida, é melhor fazer um pequeno jejum.

Eu nunca disse que vocês não devem gostar de música, nunca. Sem dúvida, vocês devem. Mas então, vocês devem gostar de música que seja para sua emancipação, para o seu despertar, para sua ascensão. Eu não digo “não faça”, porque você mesmo agora é um Buddha. Não deve ser dito nada a Buddha, Ele falou para todo mundo, mas não se devia falar nada a Ele. Do mesmo modo, Eu não tenho de lhes falar. Somente você tem de entender. Mas algumas vezes nós somos realmente limitados por tantos… condicionamentos que Eu acho muito difícil para as pessoas… compreenderem o que é o Espírito. O Espírito é ilimitado. É uma expressão livre do amor de Deus.

Assim, quando se trata da expressão livre do amor de Deus, a compaixão, o amor, então a pessoa tem de compreender, nós fazemos isso ou não? Mesmo agora, há tantos condicionamentos que ainda estão atuando em nós. Por exemplo, alguns de vocês são assim: “Eu pertenço a esta nacionalidade, a aquela nacionalidade,” “eu sou isso, sou aquilo.” “Somos muito orgulhosos disso.” “Não podemos nos misturar com outras pessoas,” “somos muito elevados para outras pessoas.” Ou alguma coisa assim. Você agora tornou-se um ser universal. Então você – como você pode ter essas limitações estúpidas… que são, novamente, míticas? Então a pessoa deve observar, fazer introspecção e descobrir… se você está tendo – qual é o problema com ela? Leve-a embora.

Também com seus filhos, vocês devem observar, vejam, é muito importante o modo como eles se comportam, se eles são agressivos ou como eles se comportam. É muito importante porque eles também são Buddhas, eles são também almas realizadas. Mas eles têm certos condicionamentos neles… e estão se comportando de acordo com esses condicionamentos. Agora na realidade, nós podemos ver que há luz dentro de nós. O que acontece é que começamos a ver… o que está errado conosco e simplesmente o abandonamos. Mas mesmo quando você vê isso, se você não o abandonar, então deve saber que você precisa… de mais poder. Então você deve aprender como elevar a sua Kundalini, como ficar conectado com… o Poder Divino o tempo todo, de modo que você fique em consciência sem pensamentos… e cresça dentro de si mesmo em profundidade. Eu acho que o condicionamento que ainda está muito escondido… é “meu e é meu”, ainda nos Sahaja Yogis. Por exemplo, antes isso é o que Eu tinha ouvido sobre, digamos, os ingleses ou todos os ocidentais, porque Eu estou falando para os ocidentais aqui, que eles não cuidavam das famílias deles, de suas esposas, de seus filhos, a cada três dias eles estavam se divorciando, ou no quarto dia… elas estão fugindo com outros maridos ou algo assim. Agora Eu noto que eles grudam, como cola.

A esposa torna-se muito importante, o marido torna-se muito importante. “Minha casa torna-se muito importante,” “meus filhos tornam-se muito importantes,” e primeiro eles não estavam interessados em crianças, agora eles estão grudando nos filhos… como se fosse com cola. É impossível para eles falar que… as crianças pertencem à sangha, à coletividade. Você não pensa que “este é seu filho”. Uma vez que você comece a pensar assim, então você está se limitando… e metendo-se em problemas. No que se refere aos países, os problemas também estão reduzindo muito, Eu devo dizer. Também nós somos – nós não gostamos de ser racistas, Eu sei que as pessoas odeiam aqueles que são racistas, elas querem que o racismo desapareça. Como na Índia, Eu tenho visto, os Sahaja Yogis querem… que todo o sistema de castas desapareça, porque isso é autodestrutivo. Então, nós começamos a observar em nós mesmos o que é autodestrutivo. “O que me destruirá;” “depois o que destruirá minha família;” “depois o que destruirá meu país e o que destruirá o mundo inteiro?”

Todas essas… iniciativas que são exatamente o oposto… de sua vida construtiva, vocês começam a ver, vocês veem o seu descarrilhamento, vocês veem que estão indo em direção à destruição, e vocês podem impedi-la… e isso é muito importante. Somente é possível se você tentar … fazer introspecção e meditar… e observar: “Eu obtive essa qualidade?” Alguns deles são muito orgulhosos de certos temperamentos, por exemplo: “Eu sou assim, o que fazer Mãe? Eu sou assim.” Não é mais. Agora, todas as suas belas qualidades têm sido despertadas por sua Kundalini. Mostra que nada estava morto, nada estava acabado, elas estavam todas lá intactas… e quando a Kundalini começou a se elevar, Ela simplesmente despertou todas essas belas qualidades. Além disso, no Guru Puja, Eu lhes falarei sobre tudo que tem acontecido. Claro, vocês devem ter visto no Sahastrara Puja, Eu lhes falei sobre vocês, sobre o que alcançaram, vocês não têm ideia de quais poderes obtiveram. Mas no Guru Puja, Eu definitivamente lhes falarei… sobre o que… é a Sahaja Yoga.

Ela é uma das coisas mais… preciosas, que o ser humano deveria ter conhecido há muito tempo atrás. Ela não é somente falar sobre Deus, ela não é somente dizer que há divindade dentro de vocês, mas sim a efetividade disso. Então, vocês não precisam de nenhuma ciência. Se vocês têm alguma problema, tudo bem, deem um bandhan, acabou-se. Tão simples. Se você quiser qualquer coisa, apenas deem um bandhan, acabou-se. Vocês querem dar a Realização, elevem-na, isto é, a Kundalini é elevada. Tudo que vocês podem fazer com a ciência, podem fazer com a Sahaja Yoga. Nós também somos computadores. Às vezes Eu digo alguma coisa, vocês dizem: “Mãe, como a Senhora sabe?”

Eu digo: “Eu sou um computador, sem dúvida.” Mas todos vocês são computadores, a única coisa é que vocês têm de desenvolver sua profundidade. Agora, vocês estão nas linhas corretas, então não precisamos dessa ciência que pode destruir todos nós. Tudo pode ser feito através da Sahaja Yoga. E isso é o que Eu lhes explicarei no Guru Puja, como vocês tornam-se tão capazes. Portanto, por favor tenham autoestima. Você tem de ter autoestima e compreender que você é um Sahaja Yogi. Antes de mais nada, você é um Sahaja Yogi, e como um Sahaja Yogi, você tem de alcançar esse estado… onde você se torna totalmente capaz… de fazer tudo que a ciência pode fazer, tudo que qualquer pessoa poderia fazer, esse é o verdadeiro siddhi, significa que você se torna a corporificação de todos os poderes. Há algumas pessoas que vêm e Me dizem: “Mãe, nós não conseguimos abrir nosso coração.” Quero dizer, Eu não digo: “Faça uma cirurgia para abrir o coração.”

Mas “abrir meu coração” significa… apenas ver o que está errado em você. Você não consegue sentir compaixão? Mas tenho visto pessoas terem coração aberto para um cachorro ou um gato. Mas elas não têm coração aberto para os filhos delas algumas vezes. Agora, como você não pode ter coração aberto na Sahaja Yoga? Esse é o primeiro lugar onde o Espírito vive… e Ele emite Sua luz, e quando Ele emite Sua luz, esse é o primeiro lugar onde onde você vê a vida… de uma pessoa que é cheia de amor. Então, como pode existir isso? Há este problema: “Eu não posso abrir meu coração.” Isso deve estar acontecendo porque… você tem somente ego, mas nenhuma autoestima. Assim, Buddha é Aquele que é o exterminador do ego.

Ele é o exterminador do ego. Ele está, como vocês têm visto, Ele está se movendo em seu… Pingala Nadi… e vem e depois estabelece-se neste lado, no lado esquerdo. Ele é Aquele que é o controlador do nosso ego, e como Ele tentou… compensar este canal direito. Antes de mais nada, vocês devem ter visto o Buddha rindo. Ele é muito gordo, e uma pessoa que é canal direito é muito magra, nunca está rindo, nunca nem mesmo sorri. Mesmo se você fizer cócegas, talvez ela não sorria. Então, eles mostraram Buddha como uma pessoa, Ele terá muitas crianças sentadas em Sua barriga, por todo o Seu corpo e em todo lugar, e Ele estará rindo. Então, apenas vejam como eles mostraram a compensação… de Buddha, Aquele… que é o controlador do nosso canal direito. Assim, o modo como Ele controla o nosso canal direito, apenas ri disso. Ele zomba de Si mesmo, Ele zomba de tudo.

Qualquer coisa que eles vejam – por exemplo, como Ele disse: “Não assistam nenhuma peça”, tudo bem, Eu digo: “Assistam todas as peças.” Mas nisso, você vê com sua consciência iluminada, você pode ver a estupidez da peça e diverte-se com a estupidez. Por exemplo, essa senhora Elizabeth… casou-se oito vezes ou algo assim, nove, Eu não sei quantas vezes ela casou, Eu perdi a conta. Então aquelas pessoas estúpidas foram lá, três, quatro mil, imaginem, mais do que vocês, ficaram em pé em volta, e havia helicópteros… que estavam enviando paraquedas, vejam, para baixo, e todo mundo estava tão encantado… e os paraquedistas estavam caindo nas árvores, algumas vezes caindo sobre as pessoas. E estava tudo no jornal, uma grande notícia para esses americanos, vejam. Então, você deve ver a estupidez disso. Se você puder ver a estupidez, então está tudo bem. Mas se você se torna um desses espectadores… e pensa: “Oh, que coisa é essa,” “que sorte eu ter podido ver essa mulher,” “uma pessoa tão nefasta,” “indo para a sua lua de mel.” Então você observa, qualquer coisa você observa. Agora, por exemplo, Eu fui ao Rio e Eu – eles Me mostraram a maneira como eles fazem o carnaval.

Meu Deus. Eu tive vontade de vomitar, é tão repulsivo. Assim, o modo como você reagirá às coisas… depende de sua atenção. Buddha Chitta, significa “aquele que é a atenção iluminada”. Como você reage. É claro, se for algo divino, então você tem uma atenção enlevada, totalmente. Você não colocará sua atenção próxima dali, para você isso não importa, seja o que for que aconteça no mundo inteiro, uma plena atenção naquilo. Mas se é algo estúpido, você pode ver a essência disso. Se for algo engraçado, você pode ver a essência disso. Então, o que acontece com essa atenção… é que você vê a essência da coisa toda, relacionada à realidade, comparada à realidade, é estúpido.

Na luz da realidade, é estúpido. Isso pode ser mítico, poderia ser falso, poderia ser hipócrita, todos os tipos de coisas… que não são a realidade. Mas se você é um Sahaja Yogi, você deveria ser capaz de ver esse ponto e desfrutar. Eu tenho visto que as crianças fazem isso muito facilmente… e elas compreendem até uma certa idade, depois Eu não sei o que acontece com elas. Mas, por exemplo, quando Eu tive Minhas filhas, elas costumavam ir ver… Ram Leela. Elas eram muito pequenas, estavam estudando isso na escola. Todo dia elas iam com nosso empregado ver aquilo. Todos os empregados iriam a um Ram Leela… e eles iam e viam, e voltavam, e Me contavam toda a graça disso. Eles diziam: “Hoje Dashratha e sua esposa” “tiveram uma grande briga e” “de repente, nós descobrimos que ambos eram homens naquela briga.” “Eles estavam brigando um com outro.”

Algo assim, e toda vez eles Me contavam a graça daquilo. Mas Meu empregado disse: “Vejam nossas… eles as chamavam de “bebês”, ” os bebês,” “vejam como elas estavam gostando. Rindo o tempo todo,” “elas estavam gostando desse Ram Lella do mesmo modo que nós.” Veem a diferença? Aquelas meninas estava rindo do ridículo da coisa toda, enquanto aquele sujeito estava achando que – elas estavam realmente gostando daquilo e de toda aquela coisa. Assim, esse é o entendimento. A mesma coisa quando você vê qual é a sua reação. Isso depende de sua chitta, de sua atenção, que é iluminada, e a atenção iluminada reage… de uma maneira bem diferente do que uma atenção estúpida, ou de uma atenção confusa ou da atenção… que é cheia de negatividade. Então, você tem de julgar como você reage. Por exemplo, Eu vi um sujeito punk esquisito que veio a Mim… e Eu disse: “Por que você age assim?”

Então um Sahaja Yogi disse: “Mãe, a Senhora não devia falar assim?” Eu disse: “Por quê?” “Veja, afinal de contas, essa é a religião dele.” Eu disse: “Verdade? Essa é a religião dele?” Então o sujeito disse: “O que há de errado?” Eu disse: “O errado é que” “você não tem nenhuma identidade.” “Você não tem nenhuma autoestima, é por isso que você tenta se pintar” “e tenta mostrar que você é isso e aquilo, o que você não é.” “Por que você não se torna o que você é?” E aquele sujeito tornou-se um Sahaja Yogi mais tarde.

E isto é o que nós temos de ver: nós temos de aceitar o que nós somos e nós somos o Espírito. Se somos o Espírito, então nós temos de viver e desfrutar… e fazer tudo que é necessário. Mas há quatro coisas que Buddha disse muito belamente, as quais todos vocês devem dizer toda manhã, Eu acho, para compreender. Então primeiro Ele diz: “Buddham sharanam gacchami.” “Eu me entrego a Buddha.” Significa: “eu me entrego à minha atenção desperta,” “à minha consciência desperta.” “Buddham sharanam gacchami.” É muito importante saber que Ele disse isso muitas vezes. Depois Ele disse: “Dharmam sharanam gacchami.” Isto é, “eu me entrego ao meu dharma.”

Dharma não é o que é externo, essas religiões que são mitos… e que estão se encaminhando para alguns tipos de perversões. “Mas sim a religião dentro de mim mesmo,” “a religião inata,” “eu me entrego a isso,” que é retidão, que vocês sabem muito bem… quais são as coisas verdadeiras dentro de nós, que nos dão todo o sistema de valores. Depois a terceira coisa que Ele disse: “Sangham sharanam gacchami”, “eu me entrego ao coletivo”. Vocês têm de se encontrar. Estou tentando o máximo para conseguir algum lugar onde todos vocês podem se encontrar, mesmo para um piquenique ou qualquer coisa, pelo menos uma vez por mês. “Sangham sharanam gacchami” é muito importante… porque depois você saberá que você é parte integrante do todo, que o microcosmo tem de se tornar o macrocosmo, que você é parte integrante do Virata, que você se torna consciente disso. E é desse modo que as coisas dão certo muito rápido, é desse modo que nós ajudamos uns aos outros. É desse modo que descobrimos uma pessoa que é negativa, é desse modo que descobrimos quem não é. Nós descobrimos uma pessoa que é egoísta, e a que não é egoísta. É desse modo que descobrimos as pessoas que não são… de forma alguma Sahaja Yogis, que alegam serem Sahaja Yogis, e nós simplesmente desistimos delas, nós compreendemos. Sem vir ao coletivo, sem ser coletivo, você nunca poderá compreender… o valor da coletividade.

Ela é tão maravilhosa, ela lhes dá tantos poderes, ela lhes dá tanta satisfação e alegria, que… a pessoa deve, na Sahaja Yoga, primeiro prestar atenção na coletividade. Mesmo supondo que há algo faltando, não importa. Simplesmente torne-se coletivo. Enquanto vier ao coletivo, você não deve criticar os outros, você não deve xingar os outros. Não ache falhas neles. Mas faça introspecção… e saiba: “Por quê? Quando todo mundo está se divertindo,” “por que eu sou o que está sentado e tentando descobri falhas?” “Deve ser alguma coisa errada em mim.” Se você puder apenas prestar atenção em si mesmo, no que se refere aos defeitos, então Eu tenho certeza que você se tornará muito mais coletivo… do que quando você começa a ver os defeitos em outras pessoas. E não adianta, quero dizer, não adianta ver.

Vamos supor, Eu tenho uma mancha em Meu sari, é melhor Eu limpá-lo. Mas se você tem uma mancha em seu sari, de que adianta ficar olhando para ela? Eu não posso limpá-lo. Você mesmo tem de fazer isso. É uma coisa simples, é uma coisa bem prática e esse tipo de coisa prática – todos vocês podem Me ouvir? Uma coisa prática assim tem de ser feita… para se compreender que a Sahaja Yoga é a coisa mais prática, é a coisa mais prática porque ela é a realidade absoluta. Assim, com todos esses poderes, com toda essa compreensão, com… todo esse amor compassivo, vocês têm de ter certeza sobre si mesmos… e saber que vocês são o tempo todo protegidos, guiados, cuidados, nutridos e… são ajudados a crescer por este Poder Divino, que é Onipresente. Que Deus abençoe todos vocês.