Mahashivaratri Puja, Surrender

New Delhi (India)


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Mahashivaratri Puja. Delhi (India), 14 March 1994.

É um grande prazer que de todas as partes do mundo as pessoas se reuniram para venerar Shiva.

Na verdade, nós devemos dizer que é Sadashiva que nós iremos venerar hoje. Como vocês sabem, a diferença entre Sadashiva e Shri Shiva, Sadashiva é Deus Todo-Poderoso e Ele é uma testemunha do jogo da Mãe Primordial. A combinação entre Sadashiva e a Mãe Primordial Adi Shakti é exatamente como a lua e o luar ou o sol e a luz do sol. Nós não conseguimos entender um relacionamento assim no ser humano, entre casamentos humanos ou entre relacionamentos humanos. Assim, seja o que for que a Adi Shakti esteja criando, que é o desejo de Sadashiva, está sendo testemunhado por Ele. E quando Ele está assistindo essa criação, Ele está testemunhando tudo isso em todos os detalhes. Ele testemunha o universo inteiro e Ele também testemunha esta Mãe Terra, toda a criação que é feita pela Adi Shakti. O poder Dele é de testemunhar e o poder da Adi Shakti é este Poder Onipresente do Amor. Então Deus Todo-Poderoso, o Pai, o Pai Primordial, nós podemos dizer, expressa Seu desejo, Seu Iccha Shakti como a Mãe Primordial e Ela expressa Seu poder como Amor. Assim, o relacionamento entre os Dois é extremamente compreensivo, muito profundo, e seja o que for que Ela esteja criando, se Ela acha – se Ele acha que há algum problema ou que há pessoas, especialmente seres humanos, que estão tentando obstruir o trabalho Dela, ou até mesmo os deuses que não são divindades, estão tentando expressar seus egos, Ele é Aquele que causa a destruição Deles.

Assim, Ele é Aquele que é responsável pelo poder destrutivo. Ele está refletido nos corações dos seres humanos, entre todas as criações, Ele pulsa. Mas esses pulsos, a pulsação é a energia da Mãe Primordial. E Ele pode destruir qualquer coisa que vá contra os planos da Adi Shakti. A Adi Shakti é Amor, Ela perdoa e Ela ama. Ela ama a criação Dela. Ela quer que a criação prospere, se eleve ao mesmo nível para o qual ela foi criada. Ela quer que os seres humanos cheguem a esse nível onde eles entrão no Reino de Deus, no Reino de Sadashiva, onde há bem-aventurança, há perdão, há alegria. Tudo isso só é possível se você tem buscado, se você também tem um desejo inato de estar lá. Este desejo dentro de nós é refletido como o reflexo da Mãe Primordial.

Agora, esse desejo está presente e outros desejos mundanos também estão presentes, os quais impedem o progresso de sua ascensão. Na Sahaja Yoga, nós nunca tentamos vencer os desejos fazendo sanyasa ou fugindo de casa ou por todas as coisas que têm sido sugeridas. A primeira coisa que é feita é que você obtém a luz de seu Espírito. O Espírito é o reflexo de Sadashiva. Nessa luz, Ele mostra, Ele fica simplesmente mostrando o caminho. O Espírito é exatamente como uma vela que está queimando e que está mostrando o caminho. Nesse caminho, você mesmo se torna tão sábio que você caminha na luz da sabedoria, que você caminha na luz da retidão. Porque tudo que é destrutivo é visto através da luz de seu Espírito. Você começa a abandonar tudo que é destrutivo. Ninguém tem de lhe dizer: “abandone isso, abandone aquilo”.

Você mesmo percebe que isso está errado e nós devemos abandonar. Essa era, devo dizer, Minha própria compreensão dos seres humanos, porque estes são os dias onde as pessoas estão em total ilusão. Elas estão em um conflito, o tempo todo lutando até mesmo para viver. Sob essas circunstâncias, tudo teria falhado se vocês tivessem começado fazendo uma sanyasa e depois indo para os Himalaias e tudo mais. Se você tem de fazer isso às massas, algo radical tem de ser feito e felizmente Eu fui capaz de descobrir um meio através do qual você pode obter o seu desabrochar, a sua Realização. Agora, algumas pessoas que obtêm a Realização têm de compreender certas coisas, porque, como vocês sabem, há muitas pessoas que obtiveram a Realização. Eu não sei quantas, Eu não mantenho uma contagem. Mas o que está faltando nelas é a entrega. É embaraçoso dizer isso, mas é um fato. Esta é a única condição da Sahaja Yoga moderna: você tem de realmente se entregar.

Se você começa a usar seu cérebro, se você começa a usar outros métodos para entender a Sahaja Yoga, você não consegue. Você deve se entregar e assim como o Islã, não é nada além de entrega, Islã significa entrega. E se essa entrega não está presente, é impossível estabelecer qualquer pessoa no Reino de Deus. Entrega não significa que você deve abandonar sua família, abandonar seus filhos ou abandonar suas casas e lares e suas propriedades. A entrega está aqui: abandone seu ego, antes de tudo, e depois abandone seus condicionamentos. Por exemplo, outro dia Eu encontrei um senhor e ele está sofrendo muito. Então Eu lhe perguntei: “Quem é seu guru? “, ele Me deu o nome de um guru. Eu disse: “Ele não lhe fez nenhum bem,” “voce o abandonará?” Ele disse: “Amanhã.”

Eu disse: “Por que não hoje?” Ele disse: “Hoje,” “mas eu tenho de jogar fora todas as coisas dele.” “Então amanhã de manhã, eu farei isso.” Eu disse: “Tudo bem, faça-o.” “O que eu devo jogar fora, Mãe?” Eu disse: “Todas as coisas com as quais você o venerava,” “jogue fora, jogue fora.” Então ele foi pela casa inteira, descobriu tudo que estava lá que foi usado para venerá-lo, ele juntou tudo, jogou no mar. E então ele disse para o mar: “Sinto muito,” “eu sofri muito por causa desse homem,” “agora, por favor, não sofra.” Assim, esse tipo de inteligência muito penetrante, se você não tem, você não consegue abandonar. A pessoa fica presa a isso.

Eu conheço muitos que acham tão dífícil se livrar de seus condicionamentos. Isso é mais dífícil do que o ego. Condicionamentos mundanos e esquemas condicionados que você tem. Nós temos primeiro o condicionamento: vamos supor que você nasceu na Índia ou na Inglaterra ou em qualquer lugar. Depois da Sahaja Yoga, Eu tenho observado a maioria das pessoas, elas de repente começam a ver o que está errado com seus compatriotas, o que está errado com seu país, o que está errado com sua religião, o que está errado com os livros que elas estavam lendo. Imediatamente elas começam a ver isso claramente, que este era o erro, isto está errado. Todas elas zombam delas. Eu tenho visto pessoas pelo mundo inteiro. Ninguém diz: “Não, não, não, não, porque nós somos ingleses,” “nós somos os melhores”, “nós somos russos, então somos os melhores”, ou “nós somos indianos, nós somos os melhores”. Imediatamente eles descobrem o que está errado com eles e porque essas pessoas não estão tendo a Realização.

Por outro lado, eles sentem muita compaixão: “Mãe, muitas pessoas não obtiveram a Realização.” “Por que não deveríamos tentar lhes dar a Realização?” Essa é a dupla ação dessa luz. Primeiramente, você sabe que há luz e que você se tornou a luz. Então onde quer que sua atenção vá, você começa a ver a realidade e então você compreende que este tem sido o condicionamento de nosso país, de nossa sociedade. E então eles abominam tudo que é errado, eles nunca se identificam com isso. Mas a primeira coisa, como Eu disse, é a entrega. Na entrega, na verdade, você desenvolve um tipo de estado onde Eu diria que você se torna um sanyasi, a partir de dentro. Isso significa que nada pode dominar você. O que é um sanyasi?

É uma pessoa que está acima de tudo mais. Nada pode ficar preso a ele. Ele simplesmente olha as coisas e sabe o que é. Ele pode não dizer, ele sabe tudo e seja o que for errado, ele não faz. Ele é tão desapegado, que somente nesse desapego, ele pode ver o que está errado nele. Ele começa a observar as pessoas de sua família, ele começa a observar outros ambientes, em todo lugar, ele começa a ver o que está errado. E ele não se idetifica com eles, é muito surpreendente. Eu tenho visto isso. Eu fui à Turquia. Na Turquia, Eu encontrei um homem que estava administrando um grande hotel suíço e ele veio a Mim e disse: “Mãe, dá-me a Realização.” Eu fiquei surpresa, porque Eu não vi isso na Suíça, uma pessoa tão ansiosa que pedisse a Realização, muito surpreendente que na Turquia, ele pedisse a Realização.

E Eu lhe dei a Realização e imediatamente ele disse: “Eu não vou voltar para a Suíça.” Imaginem só! É, vejam, é tão nítido que essa luz definitivamente lhes dá tremenda sabedoria e equilíbrio. Vamos supor que você esteja andando e não consiga ver a estrada, você pode cair. Mas se há uma pequena luz, você pode ver a estrada. E isso é o que a Sahaja Yoga tem feito, é lhes dar uma luz bem pequena. Essa pequena luz por si só tem sido suficiente para vocês abandonarem muitas coisas. Agora, o outro lado disso, é a parte relativa ao ego. O ego é uma coisa muito sutil nos seres humanos. Eu não sei como eles acumulam isso, mas eles acumulam e alguns deles tem um ego tão bobo que com a menor coisa ele explode.

E eles ficam com muita raiva por pequenas coisas ou se eles encontram alguém que eles possam dominar, eles também podem dominar essa pessoa. Agora, este ego, quando você começa a observá-lo, você simplesmente começa a rir de si mesmo e a pensar: “O que está errado comigo?” O ego não é como o condicionamento que está vindo de fora, mas o ego é algo que vem de dentro. Ele pode surgir de qualquer coisa. Os seres humanos têm ego de todos os tipos de coisas insensatas. Um dia, Eu encontreu uma senhora e ela era muito orgulhosa e não estava nem mesmo sorrindo. Eu disse: “Qual é o problema com essa senhora? Quem é ela?” Então eles Me disseram: “Ela sabe fazer bonecas,” “é por isso que ela é tão orgulhosa.” Eu disse: “Por fazer bonecas, ela é tão orgulhosa?”

“Sim, ela consegue fazer bonecas, então ela é muito orgulhosa.” Eu disse: “O que tem isso? Qualquer um pode fazer bonecas,” “então o que é tão importante?” “Não, mas ela acha” “que ela é muito importante, porque ela faz bonecas.” Assim, um homem se torna estúpido e estúpido. Esse é o primeiro sinal de um sujeito egoísta. Ele é tão estúpido que quando você está falando com ele, você simplesmente fica pasmo, pois sem pagar nada, você arrumou um palhaço diante de você, que fica mostrando todo o ridículo, o ridículo da sua palhaçada. É algo muito surpreendente, você encontra qualquer sujeito egoísta e você simplesmente o observa: “Eu fiz isso, eu sou, eu, eu, eu” Então você começa a observar o sujeito: “Qual é o problema?” Ele não fica nem mesmo envergonhado de dizer coisas que não deveriam ser ditas. Então isso chega até mesmo à vida pecaminosa que eles levam.

Eles levam uma vida muito pecaminosa, eles gostam de mulheres, eles bebem e isso e aquilo. Então eles começam a se gabar sobre isso também: “Eu bebi tanto aquele dia, eu tinha cinco mulheres em volta de mim.” Eles começam a se gabar disso também. Assim, para um homem egoísta, não há nada como a vergonha. Eles continuará falando sobre suas coisas insensatas e todo mundo dirá: “Meu Deus, com quem estamos conversando?” E depois, seja o que for que eles façam, eles justificam. Eu perguntei a um sujeito: “Você teve um ataque cardíaco tão grave, por que você bebe agora?” “Abandone a bebida.” Ele disse: “Mas até mesmo esse sujeito Kirloskar” – nós temos um sujeito em Poona que tem agora, Eu acho, 95 anos – “ele bebe”.Eu acho, 95 anos – “ele bebe”. Então Eu disse: “Você não é Kirloskar, e mesmo que ele beba,” “de que adianta?

O que ele está ganhando com isso?” “Não, não, ele é muito bom, porque ele bebe” “e ele é tão bem-sucedido.” “Ele é bem-sucedido por causa da bebida?” Mas não existe nem mesmo uma argumentação normal, uma argumentação normal. E de uma forma geral, se você observar, mesmo se você observar os países mais bêbados, Eu nunca vi uma estátua de um homem que morreu de bebida, nunca. Eu não vi em nenhum país as pessoas louvando um homem porque ele tinha dez mulheres e morreu de bebida. Até agora. Eu não sei até que ponto os seres humanos podem ir em seu ego. Agora, esse ego está se espalhando muito mais nos tempos modernos, onde eles começam a dizer: “Eu gosto disso, eu não gosto disso.” “O quê?

O que você não gosta?” “Eu não gosto deste tipo de sari,” “eu não gosto deste tipo de roupa, eu não gosto disto.” Mas quem é você? Você não vai se observar, os outros vão observar. Então que diferença faz quer você goste ou não? Mas é muito comum os jovem falarem assim: “Eu gosto.” E esse é um sinal de completa destruição. Porque o ego não somente isso, ele os torna estúpidos, você vê todos os dias o modo como as pessoas se vestem e nós percebemos que elas são muito stúpidas porque “eu gosto disso, e daí?” Eles gostam de qualquer coisa, se eles querem andar de cabeça para baixo: “Eu gosto disso, o que há de errado?” Todos os tipos de estupidez podem ser explicadas através do ego.

Assim, aqueles que têm a Realização, de uma forma ou de outra, graças a Deus, veem isto: “Este é meu ego falando.” Então eles começam a rir de si mesmos, zombar de si mesmos: “Isto foi meu ego.” Mas também na Sahaja Yoga, há pessoas a quem Eu disse: “Por que você não vai e organiza?” “Mãe, porque meu ego crescerá.” Eu disse: “O que é isto?” “Meu ego crescerá, então eu não quero organizar.” Como seu ego pode crescer? Se você observa seu ego, vamos supor, algo está queimando, você vê isso lá. Como você pode trazer esse fogo para si mesmo? Mas isto é um jeito muito sutil de evitar o trabalho da Sahaja yoga, dizer: “Não, eu vou adquirir ego.”

Eu disse: “Tudo bem, você adquire ego, Eu cuidarei disso,” “adquira, o que acontece?” Então existem todos os tipos de coisas que tornam uma pessoa muito idiota e estúpida. Eu não sei quantas coisas Eu consigo lhes contar hoje. Mas também, Eu tenho visto nos casamentos que isso é muito comum. Eles dirão: “Mãe, eu me casei com essa moça naquela época,” “mas agora eu não acho que eu deveria ter me casado.” “Baba, naquela época, o que aconteceu com você?” “Por que você se casou naquela época?” Eu tenho de lhes falar essas coisas, porque Eu tenho enfrentado todos os tipos de problemas desse ego idiota, estúpido. A pessoa tem de ver isso claramente: “Como este ego está atuando em mim” “e como ele está me mantendo em um nível baixo.” Assim, quando falamos da ascensão, nós falamos de uma vida mais elevada.

Nós temos de nos tornar sanyasi como as flores de lótus que saem do lago e nenhuma água consegue ficar neles. Mesmo as folhas do lótus, nenhuma água consegue ficar nelas. Nós temos de nos tornar exatamente assim. Nós não temos de vestir roupas de sanyasi, nada disso. Mas a partir de dentro, há um tipo de atenção desapegada que imediatamente localiza o problema, dentro e fora de você. E também na Sahaja Yoga, você sabe como superar isso. É um sistema muito eficiente, efetivo. Mas para isso, novamente, para alcançar isso, você tem de se tornar Shiva nteriormente, significa desapegado. Assim como Shiva é completamente desapegado, você tem de ser desapegado. E esse desapego lhe dará a mesma sabedoria que Shiva tem.

Shiva observa, nós deveríamos dizer, Sadashiva observa o trabalho da Adi Shakti, silenciosamente. Ele não fica orgulhoso, Ele não desenvolve um tipo de ego: “Deixe-Me ver agora o que Minha Iccha Shakti está fazendo”, nada disso, Ele só fica observando. Mas quando se trata de destruição, quando Ele vê que essa parte vai destruir o trabalho, imediatamente Ele destrói, remove essa parte. Nós temos de ser da mesma maneira, nós temos de observar que a nossa vida, ela própria, é um grande campo. Como nos julgamos ser? Eu tenho visto pessoas falarem: “Oh, e daí? Eu sou um Sahaja Yogi.” Você não pode falar assim se você é um Sahaja Yogi. Com as mãos juntas, você tem de dizer: “Eu sou um Sahaja Yogi.” Em seu comportamento, em sua fala, em tudo, você tem de ser uma pessoa que é extremamente humilde.

Se isso não é assim, significa que a Sahaja Yoga lhe deu um duplo ego. Na realidade, vocês sabem que Shiva é conhecido por Sua inocência, por Sua simplicidade, Seu perdão. Ele perdoa. Ele perdoa rakshasas, Ele perdoará todo mundo, essa é a Sua qualidade. Mas qualquer um que vá contra a Mãe Primordial, Ele não poupa. Assim, essa é a qualidade Dele que a pessoa tem de entender, entrega não significa entregar coisas externas. O que há? Todas essas são pedras, o que você está entregando? Entrega significa purificar-se completamente, Tornar-se completamente desapegado. Desapego é a única forma com a qual você pode se elevar.

Algumas pessoas adoecem, elas criam um tamanho rebuliço com isso: “Estou doente, o mundo inteiro deve saber que estou doente,” “doente, doente, doente, doente.” Mas se você é um Sahaja Yogi, se você apenas observa: “Estou doente, tudo bem, vamos ver.” Exatamente como um esporte. Apenas observe. “Eu estou doente. Então o que está acontecendo agora?” “A febre está vindo, agora está baixando.” Você tem somente um tipo de atenção brincalhona, alegre. Quando Eu cheguei, Eu tive febre, mas ninguém acredita que Eu tive febre. Eu estava tão cansada no casamento, eles disseram: “A Senhora não parece cansada.”

Eu disse: “Tudo bem, Eu não estou cansada.” Da mesma maneira, a vida também deve ser brincada. Ela é apenas uma brincadeira, e essa brincadeira tem de ser observada através da luz da sabedoria. Nada é tão sério, para os Sahaja Yogis, nada é tão sério. Mas ele se torna muito sério e ele faz muito rebuliço sobre si mesmo. Há muitas coisas que temos de aprender. Quando veneramos Shiva, nós O louvamos. “Tu és isso, Tu és aquilo, Tu és aquilo.” Quando vocês Me veneram, vocês também Me louvam: “Tu és isto.” Eu não estou consciente de tudo isso que vocês dizem.

Mas vocês dizem, tudo bem, se vocês dizem assim, tudo bem. “Tu és isto, Tu és aquilo”, os mil Nomes de Shiva; os mil Nomes da Deusa, os mil Nomes de Vishnu. Esses são os nomes Deles que vocês estão venerando, e quanto a vocês? Quantos nomes vocês podem ter? Na verdade, no Puja, quando vocês recitam os nomes dessas Shaktis, Elas também são despertadas interiormente, sem dúvida. Depois do Puja, você de fato sente dessa maneira, mas você não As utiliza. Tantas pessoas, Eu tenho visto, vieram ao Puja e elas receberam esse poder dentro delas mesmas, os mesmos poderes. Mas no momento em que elas saem, acabou-se, desapareceu. Assim, a entrega tem um outro lado: a atitude de assumir. A atitude de assumir: “Eu sou um Sahaja Yogi” “e eu posso absorver todos esses poderes dentro de mim mesmo.”

Portanto, um lado é a entrega. Por que se entregar? Para absorver. Automaticamente, quando você está entregue, você absorve. Mas uma vez que você absorveu, então você deve reter e assumir dentro de si mesmo, saber que você tem esses poderes. Nesse ponto, é onde os Sahaja Yogis mais falham. A primeira vez em que isso aconteceu, nenhum Sahaja Yogi tocava alguém, elevava a Kundalini de alguém, essa coisa, aquela coisa. Tínhamos pelos menos 50 Sahaja Yogis naquela época. Eu disse: “Agora, o que fazer? Eu preparei estes canais” “e ninguém está nem mesmo fazendo um mínimo esforço.”

“Como Eu vou fazer isso dar certo?” Muito dífícil. Mas uma vez isto aconteceu: nós tínhamos um programa em Nasik Road e Eu estava em Nasik. Fica cerca, Eu acho, de 45 km de lá. Então nós chegamos na metade do caminho e nosso carro quebrou e ninguém, nenhum outro carro estava vindo, nada, nenhum suporte, nada. Eu não sabia o que fazer. Mas todos os Sahaja Yogis tinham chegado lá, e havia uma grande multidão. Eles começaram a dizer: “Quando Mataji vai chegar?” “Quando Mataji vai chegar?” Uma tamanha pressão.

Eles disseram: “Tudo bem, nós lhes daremos a Realização, sentem-se.” E eles deram a Realização. Essa foi a primeira vez que os Sahaja Yogis começaram a saber que eles podem dar a Realização, que eles podem fazer isso, podem fazer aquilo. Todos eles começaram depois disso. Então a atitude de assumir deve estar presente: “eu tenho esses poderes,” “não vou desperdiçá-los, eu vou usá-los,” “eu vou cuidar dos outros, não vou só manter para mim mesmo.” Esse ato de assumir tem de surgir. Uma vez Eu estava viajando de navio e um sujeito ficou preso na câmara fria e ele pegou pneumonia. Então o capitão veio a Mim: “Veja, esse rapaz pegou pneumonia,” “nós temos de trazer um médico de helicóptero.” Eu disse: “Capitão, Eu lhe dei a Realização, você é um médico.” Ele disse: “Quem?

Eu?” “Sim, você.” “Se você quiser, Eu posso ir.” “Não, não, não, mas diga-me o que deve ser feito.” Eu disse: “Apenas vá e coloque sua mão no coração dele, pronto.” “Eu?” Ele disse. “Sim, você.” Ele foi e colocou sua mão e o sujeito ficou bem. Ele ficou impressionado.

Ele se encontrou Comigo agora no casamento, e ele ficou impressionado consigo mesmo. “Isto, eu posso fazer com qualquer pessoa?” “Sim, sim, você pode.” Mas se você não assumir, e apenas se sentar meditando, meditando, se entregando, de que adianta? Então você tem de fazer, agora, após alcançar o estado de Shiva, você tem de começar a fazer o trabalho da Adi Shakti. Vocês devem ter este desejo: “Nós devemos expandir a Sahaja Yoga,” “nós temos de trabalhar isso.” Mas tome cuidado, às vezes você pode ficar condicionado, você pode ficar egoísta, observe-se. Com a vigilância, você pode, Eu tenho certeza, você pode alcançar muito. Nós temos feito, algumas pessoas que assumiram a responsabilidade têm feito isso em todo lugar, em cada país. Assim, a primeira coisa, a entrega é importante para alcançar o estado de seu Espírito, de Shiva e Sadashiva.

Mas o segundo estado é que você agora tem de pensar nos outros. Primeiro é como eles dizem em Sânscrito, é vyashti, significa ganho individual, você obtém o ganho individual. E depois isso se torna samashti, significa o coletivo. Você tem de trabalhar isso no coletivo. As pessoas que nunca nem mesmo receberam a Realização, nada desse tipo, têm feito tanta organização e isso e aquilo. Enquanto vocês a obtveram, então agora é importante que vocês estendam essa luz aos outros.